O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (6) que a queda do dólar, com a moeda sendo cotada a R$ 6,09, faz parte de um “processo de acomodação natural”. Segundo ele, o cenário atual reflete uma estabilização após tensões globais e nacionais observadas no final de 2024. As declarações foram dadas após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para alinhamento dos planos econômicos de 2025.
Haddad comenta queda do dólar: o que está por trás dessa oscilação?
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) January 6, 2025
📽️Metrópoles pic.twitter.com/qvPIPplbQB
Queda do dólar e cenário econômico brasileiro
Haddad destacou que as oscilações no mercado cambial são comuns em períodos de ajustes e mudanças no cenário global. Ele afirmou que não há planos para alterar o regime cambial no Brasil ou para aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) como forma de conter a saída de dólares. A mensagem foi clara: o governo busca estabilidade sem recorrer a medidas extremas que possam afetar a confiança do mercado.
O ministro também chamou atenção para o impacto de tensões externas, como as decisões de política econômica nos Estados Unidos. A referência ao jornal norte-americano The Washington Post ilustrou como ajustes em discursos e propostas, inclusive do presidente eleito Donald Trump, influenciam os mercados internacionais.
Política econômica moderada como estratégia
Ao conectar as mudanças na retórica política global à economia brasileira, Haddad reforçou que a moderação é fundamental para o equilíbrio do mercado. O ministro ressaltou que o Brasil não está isolado nas oscilações cambiais e que decisões equilibradas, como a manutenção do regime cambial atual, são cruciais para a confiança interna e externa.
É difícil prever, mas a tendência é de estabilização após ajustes de mercado.
Ela definiu os planos econômicos para 2025, incluindo o Orçamento ainda pendente no Congresso.
Não, ele afirmou que o regime cambial permanecerá inalterado.







