Grupo vê peixes agonizando no Rio Paraguai e cria “valetas de oxigênio”. Veja vídeo:

Devido à seca severa que atinge o Pantanal, o Rio Paraguai tem sofrido com a morte de peixes em grande quantidade. Como resultado, moradores de Porto Murtinho, a 439 km de Campo Grande, registraram a situação e enviaram as imagens para a imprensa. O nível do rio está extremamente baixo, o que levou à formação de bancos de areia e, consequentemente, à dificuldade de circulação da água. Essa interrupção impede a oxigenação adequada, essencial para a sobrevivência dos cardumes.

Pescadores se unem para salvar os peixes

Em resposta à crise, pescadores e moradores locais decidiram unir forças. Eles começaram a abrir pequenos canais, conhecidos como “valetas de oxigênio”, para permitir que a água limpa chegue até os peixes. Desse modo, eles esperam melhorar as condições de sobrevivência dos animais. “Estamos abrindo o canalzinho para os peixes conseguirem respirar um pouco”, afirmou um dos moradores enquanto utilizava uma enxada.

Desafios para as autoridades ambientais

Embora a situação seja alarmante, as autoridades ambientais enfrentam limitações para intervir. O tenente Antônio Rondon da Silva, comandante da Polícia Militar Ambiental (PMA) de Porto Murtinho, explicou que a área mais afetada está localizada na margem direita do rio, que pertence ao território paraguaio. Por essa razão, ele destacou: “No lado brasileiro, ainda não recebemos notificações sobre a mortandade de peixes. No território paraguaio, não temos autorização para operar.”

Seca também afeta transporte de cargas

Além dos impactos ambientais, a seca tem prejudicado diretamente a economia da região. No final de agosto, as operações de transporte de cargas no Rio Paraguai foram completamente interrompidas em Mato Grosso do Sul. Desde julho, a Agência de Desenvolvimento Sustentável das Hidrovias e dos Corredores de Exportação (Adecon) havia alertado sobre essa possibilidade e solicitado, com urgência, a realização de uma dragagem para evitar maiores prejuízos.

Portanto, a seca prolongada no Pantanal exige uma resposta urgente das autoridades, não só para preservar a fauna local, mas também para mitigar os impactos econômicos que afetam a população.

Lucas

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