Grupo investigado por desviar R$ 800 mil em negociação virtual vira alvo em Cuiabá; veja vídeo

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (22), a Operação Mimetismo e cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Cuiabá contra investigados por integrar um grupo especializado na aplicação do golpe do falso intermediário. A ação apoiou a Polícia Civil de São Paulo, responsável pela investigação principal sobre a organização criminosa que provocou prejuízos milionários em diferentes estados.

As equipes da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, da 2ª Delegacia e da 3ª Delegacia da Polícia Civil da capital deram suporte logístico à Operação CyberConect 6, coordenada pela 3ª Equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), vinculada à DEIC/DEINTER 5 da Polícia Civil paulista. Ao todo, os policiais cumpriram 18 ordens judiciais, sendo nove delas em Cuiabá.

Investigação começou após golpe milionário

A Polícia Civil de São Paulo iniciou a investigação depois que um pecuarista de São José do Rio Preto perdeu mais de R$ 800 mil durante a negociação para comprar um lote de gado de corte. Os investigadores analisaram movimentações financeiras, rastrearam contas bancárias que receberam o dinheiro desviado e identificaram os principais suspeitos.

Os investigadores localizaram todos os alvos em Cuiabá. Além disso, a apuração apontou que os investigados mantêm ligação com uma facção criminosa que atua na região. Agora, a Polícia Civil busca identificar outros integrantes do grupo e ampliar o alcance da investigação.

Criminosos manipulam negociações pela internet

Os criminosos aplicam o golpe do falso intermediário ao invadir negociações de compra e venda realizadas, principalmente, pela internet. Em seguida, um integrante do grupo assume a identidade de um intermediador legítimo e conversa separadamente com comprador e vendedor.

Enquanto mantém contato com as duas partes, o golpista altera informações, manipula valores e convence a vítima a transferir o dinheiro para contas controladas pela organização criminosa. Com isso, o comprador acredita que concluiu a negociação, enquanto o verdadeiro vendedor nunca recebe o pagamento.

Os criminosos executam toda a fraude por meios eletrônicos. Por esse motivo, eles não precisam encontrar pessoalmente nenhuma das vítimas para concluir o golpe.

Policiais recolhem celulares e documentos

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam ou buscaram apreender aparelhos celulares, documentos, valores em dinheiro e outros materiais considerados importantes para o andamento da investigação.

Além disso, as equipes procuram identificar novos integrantes da associação criminosa, entender a estrutura utilizada pelo grupo e reunir provas que fortaleçam o inquérito policial. Os investigadores analisarão todo o material recolhido para identificar novas vítimas e outros crimes relacionados ao esquema.

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