A tradição de lançar moedas em espelhos d’água, com a esperança de realizar desejos, ganha um novo significado nas residências oficiais da Presidência da República. O governo federal publicou uma portaria nesta quinta-feira (19), que destina as moedas recolhidas nos espelhos d’água do Palácio do Planalto e do Palácio da Alvorada ao Tesouro Nacional.
Do espelho d’água ao tesouro nacional
O documento estabelece que as autoridades depositarão as moedas semestralmente e depositarão na Caixa da União por meio de um Guia de Recolhimento da União (GRU). Esse processo integra os valores às receitas públicas, direcionando-os para áreas prioritárias do orçamento federal. Os responsáveis convertem as moedas estrangeiras, que os turistas frequentemente deixam nos locais, antes de enviá-las ao Tesouro.
Curiosamente, moedas fora de circulação ou com valor histórico e artístico terão outro destino: o acervo do Museu de Valores do Banco Central. A medida ressalta a importância da preservação cultural e histórica em paralelo à arrecadação financeira.
Transparência em foco: valores divulgados ao público
A portaria exige a divulgação dos valores arrecadados no site da Casa Civil e no portal de dados aberto da Presidência, garantindo transparência no processo. Esta iniciativa promove maior clareza e acesso à informação, permitindo que os cidadãos acompanhem os resultados dessa medida. A transparência fortalece a percepção de que o governo está comprometido com a gestão responsável até mesmo dos recursos menores
Perguntas frequentes:
Algumas moedas fora de circulação carregam histórias únicas, sendo peças importantes para colecionadores e museus.
As moedas estrangeiras são convertidas para moeda nacional e encaminhadas ao Tesouro.
Após cada coleta semestral, os valores estarão disponíveis online.




