Governo de MT teme CPI sobre compras irregulares durante a pandemia, afirma deputado Lúdio Cabral; veja vídeo

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) não poupou críticas ao governo de Mauro Mendes, acusando-o de temer a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará possíveis compras irregulares realizadas durante a pandemia de Covid-19, entre os anos de 2019 e 2021. Segundo Cabral, o governo está utilizando seus recursos e influência para atrasar […]

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) não poupou críticas ao governo de Mauro Mendes, acusando-o de temer a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará possíveis compras irregulares realizadas durante a pandemia de Covid-19, entre os anos de 2019 e 2021. Segundo Cabral, o governo está utilizando seus recursos e influência para atrasar o início dos trabalhos da CPI, o que, segundo ele, representa um claro sinal de que algo está sendo ocultado.

O medo do governo e o bloqueio à investigação

Em uma recente declaração à imprensa, Lúdio Cabral destacou que o governo estadual, liderado por Mauro Mendes, está claramente evitando a criação da CPI. “O que está evidente é que o governo tem medo da CPI. Não quer que a CPI aconteça e tem usado dos instrumentos que tem para retardar a instalação e o início dos trabalhos”, afirmou. O deputado também ressaltou que, apesar de a base governista ter a maioria na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), isso não impedirá o avanço da investigação. Cabral deixou claro que o parlamento mato-grossense está determinado a confrontar qualquer tentativa de obstrução.

Denúncias de contratações sem licitação e pagamento suspeito

O foco da CPI será investigar contratos irregulares firmados pela Secretaria de Estado de Saúde durante a pandemia, com ênfase nas contratações emergenciais realizadas sem licitação e em pagamentos considerados indevidos. Lúdio Cabral criticou as práticas adotadas pelo Estado, classificando-as como “frágeis e temerárias”. O deputado argumentou que a contratação de serviços privados sem licitação, especialmente de maneira emergencial, tornou-se uma norma desde 2020, o que, segundo ele, constitui uma grave falha na gestão pública. A falta de transparência e a ausência de processos licitatórios formais geram desconfiança e alimentam as suspeitas de irregularidades.

Composição da CPI e o avanço da investigação

Embora a CPI ainda dependa do parecer da Procuradoria para ser formalmente criada, o processo já está em andamento. O pedido para investigação foi oficializado em 2 de fevereiro de 2026, por Wilson Santos (PSD), e os primeiros nomes para compor a comissão já foram indicados. Entre os integrantes estão a deputada Janaina Riva (MDB), o Doutor João (MDB), Wilson Santos (PSD) e Lúdio Cabral (PT). A CPI terá o papel crucial de apurar os contratos da Secretaria de Estado de Saúde e esclarecer as irregularidades que podem ter ocorrido durante a gestão da pandemia.

Perguntas e respostas:

Por que o governo de Mauro Mendes teme a CPI?
O governo teme que a CPI revele irregularidades em contratações emergenciais realizadas sem licitação, que podem ter favorecido empresas de forma ilícita.

O que a CPI irá investigar exatamente?
A CPI investigará a contratação de serviços privados sem licitação, pagamentos indenizatórios e a utilização de recursos públicos de maneira irregular na Secretaria de Estado de Saúde durante a pandemia.

Qual é o próximo passo para a criação da CPI?
O próximo passo é o parecer da Procuradoria, que decidirá se a CPI será oficialmente criada. A expectativa é que, com a instalação da comissão, a investigação tenha início o mais breve possível.

Fabíola Maria Costa Silva

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