Governo cogita cobrar mensalidade de alunos ricos em universidades públicas

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O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está analisando a possibilidade de cobrar mensalidades de estudantes ricos que frequentam universidades públicas. A proposta visa equilibrar as finanças públicas e faz parte de um conjunto de cem medidas.

A intenção é que estudantes de alta renda contribuam financeiramente para o custo de suas formações. Segundo defensores, como o deputado federal General Peternelli, a medida corrigiria uma injustiça: o uso de recursos públicos para financiar a educação de alunos que poderiam pagar pelos estudos. Estudos indicam que o gasto do Brasil com estudantes do ensino superior público é muito superior ao de países como Espanha e Itália​.

Modificações no Fundeb

O governo também pretende alterar os parâmetros do Fundeb. Entre as mudanças propostas estão o aumento do percentual da contribuição da União ao fundo, atualmente limitado a 30%, e a redução de 70% para 60% do percentual destinado ao pagamento de profissionais da educação básica. A proposta inclui, ainda, a expansão da lista de profissionais que podem receber esses recursos, abrangendo funcionários de áreas como segurança e manutenção​.

A proposta tem gerado debates. Defensores acreditam que a cobrança de mensalidades tornaria o sistema mais justo e eficiente. No entanto, críticos, como Cláudia Costin da FGV, alertam para o risco de desincentivar a permanência de alunos no ensino superior e aumentar a desigualdade. Existe também a preocupação de que a medida possa levar à privatização das universidades públicas no longo prazo​.

A cobrança de mensalidades e as mudanças no Fundeb são questões complexas que necessitam de análise cuidadosa. O objetivo do governo é encontrar um equilíbrio fiscal, mas é essencial considerar os impactos sociais e educacionais para garantir o acesso universal à educação superior.

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