Mauro Mendes classifica proposta como “presepada”
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, criticou duramente a proposta do deputado estadual e pré-candidato a prefeito de Cuiabá, Lúdio Cabral. Mendes descreveu a ideia de reduzir a tarifa do Ônibus de Rápido Trânsito (BRT) para R$ 1 como uma “presepada”. Segundo ele, a proposta não seria viável economicamente sem a redução dos custos de combustível.
Detalhes da proposta de Lúdio Cabral
Lúdio Cabral apresentou um projeto que sugere a tarifa de R$ 1 nos primeiros cinco anos de operação do BRT em Cuiabá e Várzea Grande. Para viabilizar essa redução, o estado subsidiaria R$ 3,95 por passagem. O deputado propôs que o subsídio fosse coberto com recursos da venda dos vagões do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), vendidos ao governo da Bahia por R$ 793,7 milhões, pagos em quatro parcelas anuais.
Controvérsia
A proposta gerou controvérsia e críticas, especialmente do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho, além de outros parlamentares. Primeiramente, eles alegam que a medida seria populista e visaria apenas ganhar apoio eleitoral. Além disso, Botelho destacou preocupações sobre a viabilidade econômica do projeto e, consequentemente, seu impacto nas finanças estaduais
Defesa de Lúdio Cabral
No entanto, Lúdio defendeu seu projeto, ressaltando que o governo já subsidia parte das tarifas de transporte intermunicipal e que o aumento do subsídio para garantir a tarifa de R$ 1 seria viável com os recursos da venda do VLT. Ele enfatizou a importância de tarifas acessíveis para promover a mobilidade urbana e garantir o interesse público.
Em suma, a proposta de Lúdio Cabral continua sendo um ponto de debate intenso na política local. O governador Mauro Mendes e outros críticos argumentam que a medida é inviável economicamente, enquanto Cabral defende que ela é possível e necessária para melhorar o transporte público na região.



