Em meio à crescente disputa comercial entre China e Estados Unidos, o governo chinês decidiu ampliar suas medidas de retaliação. Como resultado, grandes empresas americanas, como PVH Corp, Illumina e Google, agora integram a chamada “lista suja” de Pequim. Essa iniciativa foi tomada em resposta às tarifas adicionais aplicadas pelos EUA sobre produtos chineses.
China acusa PVH de boicotar algodão de Xinjiang
A PVH Corp, responsável por marcas como Calvin Klein e Tommy Hilfiger, está sob investigação das autoridades chinesas. De acordo com o governo, a empresa teria descumprido regras de mercado ao boicotar o algodão da região de Xinjiang. Este fato, por sua vez, se soma a outras tensões comerciais envolvendo acusações de trabalho forçado na região. Assim, a investigação reflete uma tentativa de Pequim de defender seus interesses locais.
Illumina enfrenta pressão por concorrência com BGI Genomics
A Illumina, líder global em sequenciamento genético, também passou a ser alvo das medidas chinesas. Segundo as autoridades, suas práticas comerciais prejudicam empresas locais, em especial a BGI Genomics, principal concorrente no setor de biotecnologia. Portanto, a inclusão da Illumina na lista pode resultar em restrições severas a vendas e investimentos no território chinês.
China investiga Google em processo antitruste
Além disso, o Google se tornou foco de uma investigação por parte da Administração Estatal de Regulamentação do Mercado da China. Embora o governo não tenha divulgado detalhes específicos, o processo sinaliza mais um capítulo na disputa tecnológica entre os dois países. Dessa maneira, as tensões no setor digital seguem em crescimento, afetando grandes players globais.
Pequim eleva tarifas sobre produtos estratégicos americanos
Como parte das retaliações, Pequim anunciou que vai implementar novas tarifas sobre a importação de bens estratégicos dos Estados Unidos. A partir da próxima semana, as alíquotas aplicadas serão:
- 15% sobre carvão e gás natural liquefeito,
- 10% sobre petróleo e maquinário agrícola.
Essa medida foi tomada após os EUA imporem tarifas semelhantes sobre mercadorias chinesas. Portanto, a escalada tarifária aumenta as preocupações sobre o impacto nas cadeias de suprimentos globais.
Mercados financeiros reagem de forma negativa
Logo após o anúncio das sanções, as ações das empresas PVH e Illumina caíram mais de 4% nas negociações pré-mercado nos Estados Unidos. Dessa forma, o mercado demonstrou forte preocupação com as consequências das restrições comerciais e possíveis prejuízos financeiros.
Disputa comercial ameaça estabilidade global
Os novos desdobramentos intensificam a rivalidade econômica entre as duas maiores potências mundiais. Especialistas apontam que, com o endurecimento das políticas comerciais, setores estratégicos como energia, tecnologia e agricultura devem enfrentar maiores desafios. Assim, o cenário pode afetar significativamente a estabilidade econômica internacional e a recuperação pós-pandemia.
Perguntas frequentes
A China incluiu essas empresas na lista de restrições comerciais como forma de retaliação às tarifas impostas pelos EUA. No caso da PVH Corp, a acusação é de boicote ao algodão da região de Xinjiang, enquanto a Illumina enfrenta alegações de práticas que prejudicam empresas locais, como a concorrente BGI Genomics, no setor de biotecnologia.
Pequim informou que aplicará tarifas de 15% sobre carvão e gás natural liquefeito e 10% sobre petróleo e maquinário agrícola. Essas taxas devem entrar em vigor na próxima semana, em resposta às tarifas impostas pelo governo americano sobre mercadorias chinesas.
Os anúncios de restrições e tarifas fizeram as ações de empresas como PVH Corp e Illumina despencarem mais de 4% no pré-mercado americano. Investidores temem que essas medidas aumentem os custos de operação, dificultem o acesso a mercados estratégicos e causem prejuízos financeiros, o que gera instabilidade nas bolsas internacionais.









