Gesto obsceno em sessão de Guarulhos vira caso de polícia e expõe embate político na Câmara; veja vídeo

VIA - METROPOLES
Política Vídeo principal 2min 59s
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Um episódio ocorrido durante sessão da Câmara Municipal de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, ganhou repercussão política e jurídica após a vereadora Fernanda Curti (PT) registrar um boletim de ocorrência contra o vereador Kleber Ribeiro (PL). Segundo o relato, o parlamentar teria feito um gesto obsceno após ser questionado sobre a presença de uma suposta arma durante a sessão realizada no dia 10 de dezembro. O caso passou a ser investigado pelas autoridades policiais e aprofundou o clima de tensão no Legislativo municipal.

A situação veio a público após Fernanda Curti se manifestar nas redes sociais, onde descreveu o episódio e classificou a atitude como uma insinuação de cunho sexual ocorrida em pleno plenário. A vereadora afirmou que o gesto teve como objetivo intimidar, humilhar e silenciar sua atuação política.

Relato da vereadora e registro na Delegacia da Mulher

De acordo com Fernanda Curti, ao questionar a presença de uma suposta arma no plenário, recebeu como resposta um gesto considerado obsceno por parte do colega de Câmara. A parlamentar decidiu registrar a ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Guarulhos.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o caso foi enquadrado como assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar, por qualquer meio, uma detentora de mandato eletivo. A tipificação segue normas recentes que ampliam a proteção contra violência política e de gênero.

Vereador nega acusações e fala em narrativa falsa

Em nota, o vereador Kleber Ribeiro repudiou as acusações feitas por Fernanda Curti. Ele afirmou que o boletim de ocorrência lhe atribui, de forma indevida, a prática de violência política e de gênero. Segundo o parlamentar, as alegações seriam falsas, descontextualizadas e sem base factual.

Kleber também classificou o episódio como uma tentativa de construção de narrativa para ataque político. Ele afirmou que irá adotar medidas legais e regimentais para, segundo sua versão, restabelecer a verdade dos fatos.

Conselho de Ética entra no centro da disputa

Além de negar as acusações, Kleber Ribeiro informou que pretende representar Fernanda Curti no Conselho de Ética da Câmara Municipal. O vereador alegou que a colega descumpre de forma sistemática o Código de Ética e o Decoro Parlamentar, promovendo desordens e instabilidade no plenário e em outras dependências da Casa.

A movimentação indica que o caso deve avançar tanto na esfera policial quanto no âmbito interno do Legislativo, ampliando o debate sobre limites do embate político e condutas em sessões públicas.

Caso reacende discussão sobre violência política de gênero

O episódio ocorre em um contexto de maior atenção a casos de violência política de gênero no Brasil. Leis recentes ampliaram o entendimento sobre práticas que buscam constranger ou intimidar mulheres no exercício de mandatos eletivos.

Enquanto a investigação policial avança, a Câmara de Guarulhos deve lidar com os desdobramentos internos do caso, que expõe divergências profundas entre parlamentares e coloca em pauta o comportamento no ambiente institucional.

Perguntas frequentes:

O que motivou o boletim de ocorrência?
Um gesto obsceno atribuído a um vereador durante sessão da Câmara.

Onde o caso foi registrado?
Na Delegacia de Defesa da Mulher de Guarulhos.

O vereador acusado admite a conduta?
Não. Ele nega as acusações e afirma que adotará medidas legais e éticas.

Fabíola Maria Costa Silva

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