Gerações da ginástica brasileira encantam nos 60 anos da Globo com show que celebrou conquistas e legado; veja vídeo

Um espetáculo inesquecível marcou a comemoração dos 60 anos da TV Globo, nesta segunda-feira (29), no Rio de Janeiro. Seis das maiores ginastas da história do Brasil se uniram em uma apresentação emocionante, celebrando diferentes gerações do esporte em uma coreografia que misturou tradição, legado e futuro. Daiane dos Santos, Jade Barbosa, Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira e Júlia Soares emocionaram o público ao som de músicas emblemáticas da ginástica artística brasileira: “Brasileirinho”, de 2003, e “Baile de Favela”, das Olimpíadas de Tóquio em 2021.

— O encontro de quatro gerações da mesma equipe, é bastante tempo se a gente for pensar — disse Jade Barbosa.

A apresentação foi marcada por simbologia, emoção e coreografias que entrelaçaram momentos históricos do esporte brasileiro. Pela primeira vez, ginastas de épocas distintas se apresentaram juntas, em um esforço que exigiu conciliar agendas, ajustar movimentos e ensaiar com tempo limitado. O grupo só conseguiu se reunir completamente dois dias antes do evento.

Entre gerações, um legado que se encontra no palco

— A gente casar a agenda de todo mundo, são seis meninas. Com muitos compromissos após o pódio olímpico — contou Daiane dos Santos, que participou ativamente da preparação.

Mesmo com os desafios, os ensaios começaram ainda em janeiro, com o primeiro encontro de parte das atletas. Em março, as ginastas testaram os figurinos, enquanto Bruna Martins — responsável pela criação da coreografia — ajustava os passos a partir das ideias de cada uma das atletas.

— Vai ser um momento único na vida de cada pessoa — afirmou Júlia Soares, antecipando a grandiosidade da noite.

E foi. No ponto alto da apresentação, Rebeca Andrade e Daiane dos Santos protagonizaram uma “batalha de dança” com trechos misturados de suas músicas-símbolo, arrancando gritos e aplausos da plateia. A maior medalhista olímpica do Brasil frente a frente com a primeira campeã mundial do país: um momento para a história.

— Valorizar o antes e o depois, o legado e o futuro (…) que isso ficasse claro através dos movimento — destacou a coreógrafa Bruna Martins.

De campeã mundial a ícone olímpica: um show sobre história e inspiração

“Brasileirinho” foi eternizado como trilha sonora da histórica conquista de Daiane dos Santos em 2003, no Mundial de Anaheim. Além da medalha de ouro, ela foi a primeira brasileira a ter um movimento próprio reconhecido — o duplo twist carpado, que passou a se chamar “Dos Santos”. Entre 2003 e 2006, acumulou nove ouros na Copa do Mundo.

Já Rebeca Andrade deu continuidade ao legado ao conquistar, nas Olimpíadas de Tóquio, o ouro no salto e a prata no individual geral. A apresentação embalada por “Baile de Favela” virou símbolo de sua trajetória vitoriosa e da nova fase da ginástica artística no país.

No encerramento do show, as seis ginastas foram ovacionadas por toda a arena. A emoção tomou conta do público, que reconheceu o peso simbólico e histórico daquele encontro entre lendas e promessas da modalidade.

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Perguntas frequentes

Qual foi o ponto alto da apresentação das ginastas?

O momento em que Daiane dos Santos e Rebeca Andrade duelaram no palco ao som de “Brasileirinho” e “Baile de Favela”.

Há quanto tempo essas ginastas não se reuniam?

Foi a primeira vez que as seis se reuniram, com o grupo completo apenas dois dias antes do evento.

Quem coreografou a apresentação das ginastas?

A coreografia foi assinada por Bruna Martins, que adaptou os movimentos conforme sugestões das próprias atletas.

Castelino Roberto

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