Uma história que comoveu o país teve um desfecho trágico nesta quinta-feira (08), em Goiânia. Os gêmeos siameses Marcos e Mateus, nascidos em Canarana, no interior de Mato Grosso, faleceram após uma complexa tentativa de separação cirúrgica realizada no Hospital Estadual da Mulher. Eles estavam unidos pelo quadril e compartilhavam órgãos vitais, como a bexiga e o intestino grosso — uma condição extremamente rara e de difícil manejo clínico.
Os bebês nasceram na terça-feira (06) e foram imediatamente transferidos para a UTI neonatal do hospital. Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), a mãe não teve complicações no parto e está em estado estável.
Equipe realiza separação emergencial em tempo recorde
O cirurgião pediátrico e deputado federal Zacharias Calil (União Brasil-GO) liderou a cirurgia. Com ampla experiência em separações de siameses, Calil mobilizou a equipe médica para realizar o procedimento em caráter emergencial. “Preparamos a equipe para fazer essa separação de emergência porque, infelizmente, não tem outra saída. Se um vai a óbito e o outro continua vivo, a chance de os dois morrerem é grande”, explicou o médico pelas redes sociais.
Mesmo com a conclusão técnica bem-sucedida da cirurgia, Mateus não resistiu e faleceu na tarde do mesmo dia. A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) confirmou o óbito.
Médico lamenta perdas e destaca esforço da equipe
Após a tragédia, Calil se pronunciou publicamente. “Me solidarizo com a família neste momento de imensa dor e reafirmo meu compromisso com uma medicina pautada na ética, na responsabilidade e na humanização”, declarou.
A equipe médica revelou que os irmãos compartilhavam estruturas extremamente complexas, como o intestino grosso e a bexiga, além de nascerem com três pernas — uma condição médica rara que aumentou ainda mais o desafio da separação.
Perguntas frequentes
Sim, mas a sobrevivência depende da parte do corpo unida e dos órgãos compartilhados.
Porque muitas vezes eles compartilham órgãos vitais, como coração ou intestinos.
Aproximadamente 1 a cada 200 mil nascimentos; poucos sobrevivem ao parto.


