Um homem de 34 anos acabou preso no domingo (6), em Sinop, Mato Grosso, depois que uma garota de programa gravou uma conversa na qual ele teria admitido sentir desejo sexual pelo sobrinho, de 10 anos. Durante o encontro em um motel, o suspeito também teria relatado supostos contatos com a criança.
A mulher procurou a Polícia Militar depois de ouvir as declarações e entregou o áudio aos policiais. A gravação registrou trechos nos quais o homem teria confirmado a atração pelo menino e demonstrado intenção de praticar atos sexuais contra a criança.
A Polícia Militar conduziu o suspeito até a delegacia, onde os agentes registraram a ocorrência como estupro de vulnerável. A Polícia Civil agora analisa o conteúdo da gravação e busca outros elementos que possam confirmar ou esclarecer os relatos apresentados durante a conversa.
Mulher grava conversa após pedido durante encontro
Segundo o relato apresentado à polícia, o homem pediu que a profissional fingisse ser o sobrinho dele durante a relação sexual. A solicitação chamou a atenção da mulher, que passou a questioná-lo sobre o motivo do pedido.
Enquanto conversava com o suspeito, a mulher iniciou uma gravação sem que ele percebesse. Durante o diálogo, ela perguntou se ele sentia medo de praticar algum ato contra o sobrinho. Conforme o registro policial, o homem respondeu que não sentia medo e admitiu sentir atração sexual pelo menino.
A gravação também registrou outros trechos considerados relevantes para a investigação. A mulher questionou o homem sobre uma possível tentativa de abuso contra uma criança, e ele teria respondido que “quase” havia abusado do sobrinho.
Suspeito relata suposta aproximação gradual da criança
Durante a conversa, o homem teria explicado que não avançou porque pretendia conquistar gradualmente a confiança do menino. Ele também teria admitido contato com as partes íntimas da criança, segundo o conteúdo apresentado pela testemunha aos policiais.
A Polícia Civil deverá analisar cuidadosamente essas declarações. Os investigadores também poderão ouvir pessoas próximas à criança, verificar informações apresentadas durante a ocorrência e reunir outros elementos capazes de esclarecer se os atos mencionados realmente aconteceram.
A investigação deverá priorizar a proteção da criança durante todas as etapas. As autoridades também precisam evitar qualquer exposição da vítima, principalmente porque o caso envolve uma pessoa menor de idade.
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