O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apreendeu R$ 200 mil em dinheiro vivo nesta quinta-feira (30), durante operação do Gaeco em Cuiabá. Os agentes encontraram R$ 150 mil na casa do deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e R$ 50 mil na residência do vereador Cezinha Nascimento (União Brasil).
Investigação aponta retorno ilegal de recursos públicos
O Naco identificou que parlamentares destinaram emendas ao Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Central (IBRACE). Em seguida, essas entidades repassaram valores à empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA, que devolvia parte do dinheiro aos autores das emendas, segundo a apuração.
O Gaeco cumpriu mandados de busca e apreensão contra servidores, políticos e particulares. As equipes recolheram documentos, celulares e valores em espécie. Os investigadores agora analisam o material para mapear o fluxo financeiro e identificar todos os envolvidos no suposto esquema.
Operação avança sobre esquema já investigado em Cuiabá
As autoridades deram continuidade à Operação Gorjeta, iniciada em janeiro deste ano. A investigação apura desvios de emendas destinadas a eventos esportivos, como corridas de rua. A Justiça já afastou o vereador Chico 2000 no âmbito desse caso, que segue em expansão.
Leis penais enquadram crimes contra a administração pública
A investigação pode enquadrar os suspeitos por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O Código Penal prevê pena de até 12 anos para peculato (art. 312) e corrupção (art. 317). A Lei nº 9.613/1998 pune a ocultação de recursos ilícitos, reforçando o cerco jurídico.
É quando recursos públicos destinados por políticos têm uso diferente do previsto em lei, podendo beneficiar interesses privados.
Sim. A prática pode configurar corrupção passiva e peculato, com penas previstas no Código Penal.
É possível denunciar ao Ministério Público, tribunais de contas ou por canais oficiais como ouvidorias e disque-denúncia.


