Funcionário reagiu a advertência e matou chefe a tiros.
Vítima não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital.
Polícia prendeu suspeito e encontrou armas sem registro.
José Wilson de Oliveira, chefe de setor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Piumhi, de 60 anos, foi morto a tiros dentro de sua própria residência na tarde de terça-feira (7/4). O crime teria sido cometido por Sinésio Omar da Costa Júnior, de 51 anos, funcionário da vítima, que teria reagido após receber uma advertência disciplinar.
Reprodução/Redes sociais
Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), vizinhos ouviram disparos e acionaram as autoridades. Ao chegarem ao local, encontraram José baleado. Ele foi socorrido, mas morreu a caminho do hospital.
Crime ocorreu após advertência
O funcionário havia sido advertido formalmente e suspenso por três dias depois de se recusar a assinar o documento. Horas depois, Sinésio foi até a casa do chefe, tocou a campainha, entrou e disparou contra José Wilson, efetuando também um tiro para o alto.
Prisão e apreensão de armas
Após o crime, Sinésio tentou fugir e foi detido no município de Pedra do Indaiá, enquanto se dirigia a Belo Horizonte. Um homem e uma mulher que ajudaram a acobertar o plano também foram levados à delegacia para prestar depoimento.
Durante buscas na residência do suspeito, a polícia apreendeu duas armas sem registro. Uma delas, um revólver calibre .32, foi utilizada no homicídio, e a outra, uma espingarda, também foi recolhida pelas autoridades.
Comoção e homenagem
A morte de José Wilson causou grande comoção no município. Em nota, o Saae de Piumhi lamentou o ocorrido e destacou a dedicação e o profissionalismo da vítima ao longo da carreira. Colegas lembraram o perfil tranquilo e a postura ética do chefe, reforçando o impacto do crime para a comunidade local.
Perguntas e respostas:
Situações de violência ou ameaças no ambiente de trabalho podem ser denunciadas à Polícia Civil ou à Delegacia de Crimes Contra a Pessoa. Empresas também devem registrar ocorrências internas e comunicar o Ministério Público do Trabalho.
Empresas podem implementar controles de acesso, monitoramento por câmeras, treinamento sobre prevenção de conflitos e protocolos de segurança para evitar confrontos entre colaboradores.
É importante acionar imediatamente a polícia, registrar boletim de ocorrência, reunir provas (mensagens, vídeos, testemunhas) e evitar confrontos diretos com o suspeito.





