Câmeras de segurança registraram um funcionário em surto agressivo dentro de uma empresa localizada em Várzea Grande (MT). O homem atacou verbalmente e fisicamente uma colega de trabalho durante o expediente, após acusá-la injustamente de roubo.
A funcionária, responsável pela separação dos pagamentos dos colaboradores, informou o valor destinado ao agressor. Ele reagiu com acusações e a chamou de ladra diante de outros colegas. Durante o ataque, o homem arremessou uma lata de lixo, que atingiu o braço da vítima, e em seguida lançou uma maquininha de cartão em sua direção.
Suspeito grava vídeo chamando colega de ladra e espalha entre colegas
O agressor não se limitou às ofensas físicas. Ele gravou vídeos chamando a colega de “ladra” e compartilhou o conteúdo com outros colaboradores. O objetivo: humilhar e intimidar a vítima.
Além disso, a esposa do agressor foi até o local de trabalho e ameaçou a funcionária. Em tom intimidador, exigiu que ela “desse um jeito no dinheiro que estava faltando”. A mulher relatou que sentiu medo e decidiu acionar a Polícia Militar, que enviou uma viatura ao local.
A vítima registrou um boletim de ocorrência e aguarda providências por parte da empresa e das autoridades.
Agressões no ambiente de trabalho podem gerar prisão
O Código Penal classifica ameaças, difamação e lesão corporal como crimes. O artigo 147 prevê pena de até seis meses de detenção para quem ameaça alguém com mal injusto e grave. Já o artigo 139 trata da difamação, com pena de três meses a um ano. A agressão física, por sua vez, pode levar o agressor à prisão, com pena ampliada caso o ataque ocorra no ambiente de trabalho.
Além das consequências criminais, a vítima pode ingressar com ações na Justiça do Trabalho pedindo indenização por assédio moral e danos psicológicos.
Perguntas frequentes
Um colega de trabalho, após acusá-la de roubo.
Sim, as câmeras de segurança flagraram toda a ação.
Sim, ela acionou uma viatura e registrou boletim de ocorrência.








