No último sábado (4/1), três funcionárias da rede de pet shops Petz, em Salvador, registraram denúncia contra uma cliente. Segundo elas, a mulher proferiu ofensas racistas, chamando a gerente de “petista, baixa e preta”. Além disso, a cliente teria ameaçado e agredido as funcionárias. Embora tenha se identificado como juíza, investigações confirmaram que a mulher trabalha na Rede Mater Dei.
Funcionárias de pet shop denunciam r4c1sm0 e agr3ssã0 por cliente pic.twitter.com/sKhmQ6jc5W
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) January 6, 2025
Além dos depoimentos das vítimas, vídeos gravados por testemunhas mostram a cliente em um comportamento exaltado durante o atendimento. Apesar disso, a mulher, por sua vez, afirmou ter sido agredida fisicamente por funcionários e seguranças da loja. Ela também alegou que sua imagem foi gravada sem autorização, o que adiciona complexidade ao caso.
Rede mater dei reage ao ocorrido
Em resposta ao incidente, a Rede Mater Dei divulgou uma nota oficial condenando qualquer forma de racismo ou discriminação. A instituição, inclusive, informou que afastou temporariamente a funcionária enquanto uma sindicância interna apura os fatos. Segundo a empresa, o episódio não ocorreu em suas instalações, mas ainda assim considera a atitude inadmissível e promete medidas cabíveis após a conclusão das investigações.
Polícia civil assume as investigações
A Polícia Civil da Bahia está investigando as denúncias. A identidade da cliente não foi revelada, mas as autoridades já informaram que o caso será tratado com rigor. Em casos como este, a lei brasileira prevê penas severas, incluindo até cinco anos de reclusão para o crime de injúria racial.
Empresas e sociedade refletem sobre o caso
Tanto a Petz quanto a Rede Mater Dei reforçaram seus compromissos com a igualdade e o respeito no ambiente de trabalho. A Petz, especificamente, declarou apoio integral às funcionárias e reafirmou que colabora ativamente com a investigação policial. Entretanto, casos como este continuam a evidenciar os desafios no enfrentamento do racismo estrutural, especialmente em estados como a Bahia, onde a maioria da população é negra.
Reflexões e próximos passos
Diante desse cenário, o episódio destaca a importância de implementar medidas efetivas para proteger trabalhadores contra preconceitos e violência. Além disso, ressalta a necessidade de treinamentos em estabelecimentos comerciais para lidar com situações de conflito de forma profissional e segura.
Por fim, o caso segue sob apuração policial e empresarial, e novos desdobramentos são esperados nos próximos dias. Enquanto isso, a sociedade acompanha atentamente as respostas institucionais e reflete sobre os caminhos para combater o racismo em todos os âmbitos.
Perguntas frequentes
Três funcionárias da rede Petz, em Salvador, denunciaram uma cliente por injúria racial, agressões e ameaças. Segundo elas, a mulher ofendeu a gerente com termos como “petista, baixa e preta” e agiu de forma exaltada.
No Brasil, a injúria racial é considerada crime, com pena de reclusão de até cinco anos. O caso em Salvador está sendo investigado pela Polícia Civil da Bahia, que prometeu rigor nas apurações.
A Rede Mater Dei repudiou as ações da cliente e concluiu o afastamento da funcionária enquanto realiza a sindicância interna.
Já a Petz manifestou solidariedade às funcionárias vítimas do ataque, garantindo suporte e colaboração com as investigações policiais.



