Funcionárias de pet shop denunciam racismo e agressão por cliente; veja vídeo

No último sábado (4/1), três funcionárias da rede de pet shops Petz, em Salvador, registraram denúncia contra uma cliente. Segundo elas, a mulher proferiu ofensas racistas, chamando a gerente de “petista, baixa e preta”. Além disso, a cliente teria ameaçado e agredido as funcionárias. Embora tenha se identificado como juíza, investigações confirmaram que a mulher trabalha na Rede Mater Dei.

Além dos depoimentos das vítimas, vídeos gravados por testemunhas mostram a cliente em um comportamento exaltado durante o atendimento. Apesar disso, a mulher, por sua vez, afirmou ter sido agredida fisicamente por funcionários e seguranças da loja. Ela também alegou que sua imagem foi gravada sem autorização, o que adiciona complexidade ao caso.

Rede mater dei reage ao ocorrido

Em resposta ao incidente, a Rede Mater Dei divulgou uma nota oficial condenando qualquer forma de racismo ou discriminação. A instituição, inclusive, informou que afastou temporariamente a funcionária enquanto uma sindicância interna apura os fatos. Segundo a empresa, o episódio não ocorreu em suas instalações, mas ainda assim considera a atitude inadmissível e promete medidas cabíveis após a conclusão das investigações.

Polícia civil assume as investigações

A Polícia Civil da Bahia está investigando as denúncias. A identidade da cliente não foi revelada, mas as autoridades já informaram que o caso será tratado com rigor. Em casos como este, a lei brasileira prevê penas severas, incluindo até cinco anos de reclusão para o crime de injúria racial.

Empresas e sociedade refletem sobre o caso

Tanto a Petz quanto a Rede Mater Dei reforçaram seus compromissos com a igualdade e o respeito no ambiente de trabalho. A Petz, especificamente, declarou apoio integral às funcionárias e reafirmou que colabora ativamente com a investigação policial. Entretanto, casos como este continuam a evidenciar os desafios no enfrentamento do racismo estrutural, especialmente em estados como a Bahia, onde a maioria da população é negra.

Reflexões e próximos passos

Diante desse cenário, o episódio destaca a importância de implementar medidas efetivas para proteger trabalhadores contra preconceitos e violência. Além disso, ressalta a necessidade de treinamentos em estabelecimentos comerciais para lidar com situações de conflito de forma profissional e segura.

Por fim, o caso segue sob apuração policial e empresarial, e novos desdobramentos são esperados nos próximos dias. Enquanto isso, a sociedade acompanha atentamente as respostas institucionais e reflete sobre os caminhos para combater o racismo em todos os âmbitos.

Perguntas frequentes

O que aconteceu no caso de racismo envolvendo funcionárias da Petz em Salvador?

Três funcionárias da rede Petz, em Salvador, denunciaram uma cliente por injúria racial, agressões e ameaças. Segundo elas, a mulher ofendeu a gerente com termos como “petista, baixa e preta” e agiu de forma exaltada. 

Quais são as consequências legais para o crime de injúria racial no Brasil?

No Brasil, a injúria racial é considerada crime, com pena de reclusão de até cinco anos. O caso em Salvador está sendo investigado pela Polícia Civil da Bahia, que prometeu rigor nas apurações. 

Como a Rede Mater Dei e a Petz reagiram ao caso de racismo?

A Rede Mater Dei repudiou as ações da cliente e concluiu o afastamento da funcionária enquanto realiza a sindicância interna.
Já a Petz manifestou solidariedade às funcionárias vítimas do ataque, garantindo suporte e colaboração com as investigações policiais. 

Lucas

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