Nesta terça-feira (3) a Polícia Judiciária Civil revelou uma investigação em Tangará da Serra com indícios graves de fraudes em exames laboratoriais custeados com recursos públicos. Segundo depoimentos, a apuração teve início após duas mortes suspeitas, ocorridas depois que pacientes receberam alta com base em laudos agora questionados.
Laudos fraudulentos podem ter sido causa de mortes
Documentos oficiais coletados pelos investigadores apontam que resultados de exames, essenciais para diagnósticos clínicos, podem ter sido adulterados. Os primeiros sinais de problema surgiram quando profissionais de saúde notaram resultados inconsistentes entre sintomas apresentados e conclusões dos laudos.
A discrepância no exames motivou uma investigação mais profunda, que culminou em operação da Polícia Civil. O caso tomou ainda mais repercussões qaundo internautas começaram a determinar que isso poderia ter sido a causa de duas mortes no município.
Esquema aponta envolvimento do poder executivo
Fiscais da Vigilância Sanitária classificaram unidades laboratoriais credenciadas como “insatisfatórias”, recomendando até a interrupção imediata de serviços por representar risco à saúde pública.
Documentos analisados pela polícia indicam que a então secretária municipal de Saúde, Ângela Belizário, teria ciência administrativa das ocorrências. Já o então prefeito Vander Alberto Masson aparece como responsável pela autorização final de despesas dentro do sistema administrativo municipal.
Consequências civis e criminais em potencial
Caso confirmadas tais manipulações, a situação pode gerar desdobramentos em várias esferas jurídicas: criminal, com indiciamentos por falsidade e estelionato; civil, com responsabilização por danos; e administrativa, com possíveis sanções a agentes públicos envolvidos.
A policia segue tentando entrar em contato com o laboratório investigado mas que até o momento permanece fechado.
Sim. A manipulação ou falsificação de laudos pode configurar crimes como falsidade ideológica, estelionato e até infrações contra a saúde pública, dependendo do caso.
Pode. Caso se comprove a inclusão de informações inexistentes, os responsáveis podem responder nas esferas criminal, cível e administrativa, além de ressarcir o erário.
Sim. Se houver comprovação de autorização indevida ou omissão diante de alertas técnicos, autoridades podem responder por improbidade administrativa e outros ilícitos previstos em lei.



