Após mais de um século de proibição, Paris voltou a permitir mergulhos no Rio Sena. A retomada aconteceu neste mês de junho, marcando um momento histórico para a cidade. Desde 1923, a poluição impedia qualquer contato seguro com as águas do rio. No entanto, graças a um esforço concentrado e contínuo da prefeitura, parisienses voltaram a nadar sob a supervisão de salva-vidas e botes da guarda costeira.
Investimentos bilionários transformam um rio poluído em espaço de lazer
Para alcançar esse feito, Paris precisou investir pesado. A partir de 2015, a cidade lançou um plano ambicioso de requalificação ambiental. Ao todo, mais de € 1,4 bilhão foram aplicados em redes de esgoto, tanques de contenção de chuva e sistemas de tratamento. Além disso, a cidade reforçou a fiscalização ambiental e criou metas rigorosas de qualidade da água. Esse esforço, por sua vez, teve um forte incentivo: os Jogos Olímpicos de 2024, que exigiram a recuperação do Sena para a realização de provas aquáticas.
Segurança e controle acompanham os primeiros mergulhos
Contudo, o retorno ao mergulho não acontece de forma irrestrita. A prefeitura autorizou banhos apenas em áreas determinadas, todas com suporte de segurança. Durante os primeiros mergulhos, equipes da guarda costeira, botes de resgate e profissionais de saúde estiveram presentes. Segundo Pierre Rabadan, prefeito adjunto responsável pelo esporte, esse momento simboliza a reconciliação entre a cidade e o seu principal rio.
Cidade aposta no lazer fluvial como legado olímpico
A partir de agora, Paris pretende transformar o Sena em um espaço permanente de lazer. Até o final de 2025, a prefeitura planeja instalar três praias públicas ao longo do rio. Com isso, a cidade não apenas amplia as opções de entretenimento para moradores e turistas, mas também reforça sua imagem como capital ambientalmente comprometida. Entretanto, especialistas alertam: em dias de chuvas intensas, a qualidade da água pode oscilar, o que exige vigilância contínua.
Perguntas frequentes
O despejo de esgoto e resíduos industriais causou a interdição desde 1923.
O evento exigiu padrões ambientais mais rígidos, acelerando os investimentos.
A recomendação é evitar o banho após fortes chuvas e seguir as zonas permitidas.









