O fotógrafo e documentarista Tomás Thibaud registrou um momento extraordinário no Parque Estadual Encontro das Águas, em Poconé (104 km de Cuiabá). Ele filmou a onça-pintada Patrícia, que acompanha há 12 anos, carregando um jacaré por mais de 30 minutos para alimentar seu filhote. A cena revela força, instinto materno e resistência.
Thibaud acompanhou Patrícia enquanto ela atravessava áreas alagadas, escalava barrancos e nadava contra a correnteza, tudo com o peso do jacaré na boca. O fotógrafo destacou o esforço da felina: “Ela lutou contra o cansaço e venceu cada obstáculo até chegar ao filhote. Uma demonstração poderosa de sobrevivência e cuidado materno.”
Parque Encontro das Águas abriga recorde de onças-pintadas
Com mais de 108 mil hectares, o Parque Estadual Encontro das Águas abriga a maior concentração de onças-pintadas do mundo. A região, localizada entre os rios Cuiabá e Piquiri, se destaca pela diversidade de habitats e atrai pesquisadores, turistas e fotógrafos de natureza.
Tomás Thibaud desenvolve ali um trabalho contínuo de observação e registro da fauna pantaneira. Suas imagens alimentam pesquisas científicas, promovem o turismo de conservação e ajudam a criar empatia entre o público e os animais selvagens.
Comportamento chama atenção para os riscos enfrentados pela espécie
O vídeo comoveu ambientalistas e viralizou nas redes sociais. A imagem da onça-mãe carregando um jacaré em uma travessia extenuante trouxe à tona os desafios da conservação da espécie. A onça-pintada enfrenta ameaças como desmatamento, incêndios e conflitos com o agronegócio. O ICMBio classifica a espécie como “quase ameaçada”.
O registro de Thibaud transforma um ato natural em um símbolo de resistência ecológica. Ele reforça a importância de proteger o habitat da onça-pintada e investir em políticas que conciliem desenvolvimento e preservação.
Perguntas frequente
A onça usa a força da mandíbula e os músculos do pescoço para arrastar presas pesadas, mesmo em terrenos difíceis.
Fica em Poconé, Mato Grosso, a cerca de 104 km de Cuiabá, no coração do Pantanal brasileiro.
Sim, apenas a fêmea cuida dos filhotes, garantindo proteção, abrigo e alimento por até dois anos.









