Mesmo com ponte destruída, professora atravessa rio para não faltar aula; Veja vídeo

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As fortes chuvas que atingiram o Espírito Santo destruíram a ponte que dá acesso à escola onde a professora Maria de Lourdes Cunha Coelho, de 53 anos, leciona. Mesmo diante da dificuldade, ela decidiu não faltar ao trabalho e atravessou um rio a pé, na zona rural de Afonso Cláudio.

Foto/ Vídeo: Metrópoles

Um vídeo gravado por moradores mostra o momento em que a educadora enfrenta a correnteza, que faz parte do trajeto diário de 14 quilômetros entre a casa dela e o Centro Municipal de Educação Infantil Rosinelma Batista Moreira.

Ponte caiu a poucos metros de casa

Segundo a professora, a ponte ficava a cerca de 200 metros de sua residência. Ao perceber que a estrutura havia sido levada pela força da água, ela se viu diante de uma decisão difícil.

“Eu levantei e fui trabalhar, mas como tinha chovido muito, desci a pé para ver como estava a ponte e ela tinha caído. Eu não sabia o que fazer, mas tinha que ir trabalhar”, relatou.

Travessia marcada por medo e coragem

Com a ajuda do marido e utilizando um pedaço de madeira para medir a profundidade, Maria de Lourdes iniciou a travessia. Em determinado ponto, a água chegou quase à altura do pescoço.

“Quando cheguei no meio do rio, a água veio quase no pescoço e eu fiquei com medo. Pensei: ‘Se ficar mais fundo, vai dar ruim’. Segurei na mão do meu marido e logo chegamos no raso”, contou.

A atitude da professora chamou a atenção de moradores e nas redes sociais, onde muitos destacaram a dedicação da educadora à profissão.

Perguntas e respostas

Por que a professora precisou atravessar o rio?

Porque a ponte de acesso à escola foi destruída pelas chuvas.

Onde o caso aconteceu?

Na zona rural de Afonso Cláudio, no Espírito Santo

Qual a distância que ela percorre diariamente?

Cerca de 14 quilômetros entre casa e escola.

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