Fogo atinge cabelo de cantora do Limão com Mel durante show; veja vídeo

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Durante uma apresentação no Festival Pernambuco Meu País, em Salgueiro, a backing vocal da banda Limão com Mel, Nathy Souza, viveu um momento de susto e risco. Enquanto a banda se apresentava na noite de domingo, uma labareda atingiu os cabelos da artista, provocando tensão imediata entre os músicos, a equipe técnica e o público presente. Felizmente, Nathy abaixou-se rapidamente e evitou maiores queimaduras. Em seguida, os bombeiros atuaram com agilidade, apagaram o fogo e garantiram sua segurança.

Logo após o ocorrido, a vocalista principal, Adma Andrade, assumiu o microfone e tranquilizou os fãs, explicando que Nathy recebia atendimento no local e passava bem. Apesar do susto, a apresentação seguiu e o público permaneceu no local.

Mesmo com normas, produção falha e pirotecnia escapa do controle

Embora os eventos com grande estrutura contem com empresas especializadas em segurança técnica, muitas vezes as falhas ocorrem nos detalhes operacionais. No caso da Limão com Mel, a investigação inicial aponta que os responsáveis pelos efeitos pirotécnicos posicionaram os dispositivos muito próximos ao elenco. Além disso, as faíscas dispararam fora do tempo correto, o que aumentou os riscos.

De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC), quase 30% dos espetáculos com pirotecnia não seguem integralmente os protocolos de segurança recomendados. Como resultado, o Ministério Público de Pernambuco iniciou a coleta de vídeos e documentos para apurar a responsabilidade civil e, se necessário, penalizar os envolvidos. O episódio mostra, mais uma vez, que a estética do espetáculo jamais deve se sobrepor à segurança dos artistas e da plateia.

Artistas seguem vulneráveis, mesmo com avanços técnicos

Por mais que o setor de entretenimento tenha investido em tecnologia nos últimos anos, artistas continuam expostos a falhas humanas e técnicas. Casos como o de Nathy não são isolados. Em 2023, o cantor Zé Neto, da dupla com Cristiano, também sofreu queimaduras leves por causa de fogos de artifício mal operados. Portanto, mesmo quando tudo parece sob controle, o risco permanece.

Além disso, os músicos raramente participam das decisões sobre os efeitos especiais usados nos shows. Em geral, essa escolha cabe à produção e às empresas terceirizadas. Assim, quando falhas acontecem, os próprios artistas se tornam as primeiras vítimas ainda que estejam apenas fazendo seu trabalho.

Ausência de fiscalização alimenta insegurança nos palcos brasileiros

Enquanto autoridades evitam revisar normas ultrapassadas, o mercado de eventos cresce sem supervisão adequada. As regras que regulamentam o uso de pirotecnia não passam por atualização desde 2015, o que abre brechas perigosas. Além disso, a falta de exigência quanto à qualificação técnica dos responsáveis pelas montagens colabora para a repetição de acidentes.

Por esse motivo, diversas entidades culturais pressionam o poder público por mudanças. Ao mesmo tempo, artistas e produtores pedem mais rigor na concessão de alvarás. O incidente envolvendo Nathy Souza escancara a fragilidade do sistema atual e mostra que o debate sobre segurança no palco precisa sair do bastidor e ocupar o centro da discussão.

Perguntas frequentes

Os artistas podem exigir mudanças na estrutura do show por questão de segurança?

Sim, principalmente se identificarem risco iminente. Artistas podem, inclusive, suspender apresentações.

Quais são as punições para empresas que colocam músicos em risco?

As empresas respondem civilmente, e em casos graves, também criminalmente por negligência.

Como o público pode ajudar a fiscalizar esse tipo de situação?

O público pode filmar, relatar e denunciar falhas visíveis à Defesa Civil ou aos Bombeiros.

Lucas

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