Fiscalização revela comércio de produtos supérfluos em mercadinhos dentro de presídios em Mato Grosso; veja vídeo

A Secretaria de Justiça de Mato Grosso (Sejus) identificou a venda de produtos de luxo e ultraprocessados em mercados que operam dentro de presídios do estado. A fiscalização flagrou cuecas da Calvin Klein, amaciantes Downy, chocolates Nutella e embutidos como bacon e salame disponíveis para os detentos.

Os fiscais relataram a presença de produtos de higiene pessoal de marcas premium. “São de primeiríssima linha e inacessíveis para a maioria dos brasileiros”, destacou o documento.

A Sejus também apontou a comercialização de itens ricos em açúcares e gorduras, como refrigerantes, doces, biscoitos recheados e salgadinhos. A fiscalização ainda encontrou linhas de crochê e agulhas, materiais que entram nas celas e colocam a segurança de presos e servidores em risco

Lei proíbe mercados em presídios, mas Justiça mantém funcionamento

A Sejus inspecionou penitenciárias em Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Cáceres, onde o Judiciário autorizou a manutenção dos mercados, contrariando a Lei nº 12.792/2025, que proíbe qualquer comércio dentro de unidades prisionais.

O governo estadual acionou a Procuradoria e recorreu das decisões para garantir o cumprimento da proibição.

Conselhos administram os mercados dentro das prisões

Os mercados funcionam sob administração dos Conselhos da Comunidade, que incluem membros da OAB, do Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública.

A presença dessas entidades na gestão dos comércios levanta dúvidas sobre a transparência e a real necessidade da venda desses produtos no sistema prisional.

Governo endurece medidas contra o crime organizado

O programa Tolerância Zero Contra o Crime Organizado busca desmantelar facções criminosas que controlam atividades ilícitas dentro dos presídios.

A venda de produtos de alto padrão dentro das cadeias questiona a efetividade dessas ações, já que sugere privilégios e levanta suspeitas sobre a origem dos recursos usados para comprar os itens.

Perguntas frequentes

Por que presídios vendem produtos de luxo para os detentos?

Os Conselhos da Comunidade autorizam e administram a venda desses itens dentro das cadeias.

Quem financia as compras dos presos nos mercadinhos?

Os próprios detentos ou seus familiares pagam pelos produtos, mas a origem do dinheiro gera questionamentos.

O governo pode proibir os mercadinhos nos presídios?

A Procuradoria do Estado já recorreu à Justiça para impedir a comercialização dentro das unidades prisionais.

Mhylenna

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