Polícia Civil e ANP realizam fiscalização e apreendem 2,6 mil litros de óleo lubrificante irregular em Cuiabá; veja vídeo

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A Polícia Civil de Mato Grosso, em ação conjunta com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), apreendeu 2.620 litros de óleo lubrificante automotivo na manhã desta última segunda-feira (9), durante fiscalização em uma distribuidora localizada no bairro Morada dos Nobres, em Cuiabá.

A equipe da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) realizou a inspeção no estabelecimento e identificou diversos recipientes com indícios de irregularidades nos rótulos. Os fiscais encontraram embalagens sem data de validade e com informações conflitantes, o que levanta suspeitas sobre a regularidade da comercialização dos produtos.

Amostras seguem para análise laboratorial

Os agentes recolheram amostras dos lubrificantes apreendidos e encaminharam o material para o laboratório da ANP, responsável por verificar se os produtos atendem às especificações técnicas exigidas pela legislação brasileira.

Os fiscais também identificaram que os óleos pertencem a marcas pouco conhecidas no mercado, fator que reforçou a necessidade de análise técnica para confirmar a qualidade e a procedência dos produtos.

Especialistas do setor automotivo alertam que lubrificantes fora do padrão podem comprometer o funcionamento de motores e provocar danos mecânicos em veículos e máquinas.

Empresa já responde a investigação

O delegado Rogério Ferreira, titular da Delegacia do Consumidor, informou que esta não foi a primeira fiscalização no estabelecimento. A Polícia Civil já investiga os representantes legais da distribuidora em inquérito policial em andamento, também relacionado à suspeita de comercialização de produtos irregulares.

A Decon agora intimará os proprietários da empresa para prestar esclarecimentos sobre a origem e a venda dos lubrificantes apreendidos.

Caso as análises laboratoriais confirmem irregularidades, os responsáveis pela comercialização e os fabricantes poderão responder criminalmente.

Crime pode resultar em até cinco anos de prisão

A legislação brasileira prevê punição para quem comercializa produtos que não atendem aos padrões técnicos exigidos. Se a perícia confirmar as irregularidades, os envolvidos poderão responder por crime contra a ordem econômica, cuja pena pode chegar a cinco anos de prisão, além de multa.

O delegado Rogério Ferreira destacou que operações desse tipo protegem os consumidores e combatem práticas ilegais no mercado.

“O óleo lubrificante de qualidade garante o bom desempenho e a durabilidade de motores de veículos automotores e de máquinas pesadas. A Polícia Civil, em parceria com a ANP, mantém fiscalizações constantes para retirar do mercado produtos que não atendem aos padrões exigidos pela legislação”, afirmou.

Lubrificantes irregulares podem causar prejuízos

O uso de óleo lubrificante fora das especificações técnicas pode provocar diversos problemas mecânicos, como:

  • desgaste prematuro de peças do motor;
  • aumento no consumo de combustível;
  • superaquecimento do motor;
  • redução da vida útil do veículo.

Esses problemas podem gerar custos elevados de manutenção e reparos, além de comprometer o desempenho do veículo.

Por que a Polícia Civil apreendeu óleo lubrificante em Cuiabá?

A fiscalização encontrou embalagens com irregularidades, como falta de validade e informações conflitantes nos rótulos.

O que acontece se o óleo lubrificante for irregular ou adulterado?

Os responsáveis podem responder por crime contra a ordem econômica, com pena de até cinco anos de prisão e multa.

Óleo lubrificante irregular pode prejudicar o motor do carro?

Sim. Produtos fora do padrão podem causar desgaste prematuro, superaquecimento e redução da vida útil do motor.

Mhylenna

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