A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), com apoio da Polícia Militar, deflagraram a “Operação Iscas Vivas” nesta quinta-feira (26/6) e realizaram uma série de vistorias em Cuiabá e Santo Antônio de Leverger. As equipes fiscalizaram barracas, comércios e residências e flagraram crimes ambientais que resultaram na apreensão de mais de 2,8 mil unidades de iscas vivas, carnes de caça, pescado ilegal e petrechos proibidos.
Fiscais apreendem espécies nativas em condições irregulares
Durante a operação, os agentes apreenderam:
- 2.000 tuviras
- 600 jeju
- 200 muçuns
- 32 kg de minhocuçu embalados em pacotes
- 3,5 litros de minhocuçu armazenados em barraca à beira da rodovia
- 7,2 kg de pacu e pacupeva abaixo do tamanho legal e sem documentação
- 1 tarrafa, equipamento proibido para pesca
As equipes também recolheram:
- 19 kg de carne de porco-do-mato
- 1 jabuti
- Diversos caranguejos mortos em más condições
Além dos animais, os agentes confiscaram celulares e documentos ligados ao comércio ilegal de fauna. Eles encaminharam todo o material à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para pesagem e análise.

Sema aplica multas e leva suspeitos para delegacia
Os fiscais da Sema lavraram seis autos de infração, que somaram R$ 44,1 mil em multas. A Polícia conduziu os suspeitos à Delegacia do Meio Ambiente (Dema), onde as autoridades abriram investigações para apurar os crimes cometidos.
As irregularidades incluíram:
- Venda de iscas vivas sem autorização
- Transporte e armazenamento de minhocuçu
- Captura e armazenamento ilegal de pescado e carne de animais silvestres
- Uso de petrechos proibidos
Autoridades pedem ajuda da população
A Sema-MT orienta os cidadãos a denunciarem atividades ilegais por meio do canal 0800-065-3838 ou pelo site oficial do órgão. A denúncia anônima contribui para preservar as espécies e combater redes de crime ambiental.
Perguntas frequentes
O Ibama classifica como ilegal qualquer isca viva capturada ou vendida sem autorização, como tuviras, jejus e muçuns.
O governo protege o minhocuçu porque ele mantém o equilíbrio do solo e sofre com a coleta predatória.
A Sema e a Polícia Ambiental aplicam multas que passam de R$ 5 mil por animal vendido ilegalmente.
