O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União Brasil) oficializou a saída da liderança do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) após mais de sete anos no posto. A decisão acompanha a possível renúncia do governador Mauro Mendes (União), prevista para 31 de março, e abre espaço para o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumir o comando do Executivo .
Dilmar afirmou que encerra o ciclo com dever cumprido. “Cumpri meu papel sete anos e três meses ajudando o Governo do Estado. Acho que a minha lealdade todo mundo percebeu”, declarou durante evento na quarta-feira (4) . O deputado agora assume a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), a mais importante da Casa .
O conselho de Dilmar a Pivetta
Dilmar não indicou oficialmente um substituto, mas deu um conselho claro ao futuro governador. Em conversa informal, sugeriu que o cargo fique com um deputado do próprio partido de Pivetta .
Entre os nomes cotados estão Ondanir Bortolini “Nininho” (Republicanos), Diego Guimarães (Republicanos), Valmir Moretto (Republicanos) e Carlos Avallone (PSDB) . A decisão final, no entanto, depende exclusivamente de Pivetta, que já declarou publicamente que “está na fila” e que se aproxima sua vez de governar .
A nova função na CCJ e o poder nas comissões
Com a saída da liderança, Dilmar não perde poder. Ele assume o comando da CCJ, a comissão responsável por analisar a constitucionalidade de todos os projetos que tramitam na Assembleia . A posição ganha ainda mais relevância em ano eleitoral, quando dezenas de propostas polêmicas costumam passar pelo crivo da comissão.
O deputado já foi oficializado como líder do Bloco Assembleia Forte e Democrática, o maior da Casa, que reúne sete parlamentares de diferentes partidos . A organização em blocos define quem tem direito a presidir as comissões mais importantes, e Dilmar sai fortalecido nessa nova configuração.
A crise interna que apressou a saída
A saída de Dilmar ocorre em meio a um desgaste interno no União Brasil. O deputado Eduardo Botelho (União) acusou publicamente Dilmar de agir de forma “sorrateira” e “covarde” durante a definição da presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) .
O episódio ampliou a tensão dentro da sigla. Nos bastidores, interlocutores afirmam que Dilmar ficou profundamente incomodado com a exposição pública e com a ausência de sustentação política dentro da própria legenda. Ele esperava respaldo após anos de dedicação à articulação governista .
Avaliações sobre a saída do partido chegaram a ser consideradas, mas Dilmar segue no União Brasil por enquanto . Para as eleições deste ano, o deputado já descartou concorrer a uma vaga federal — entre os motivos, o medo de voar de avião — e anunciou que tentará novo mandato na Assembleia .
Curiosidades sobre a saída de Dilmar
Por que Dilmar não quer ser deputado federal?
O medo de voar de avião é um dos motivos. O parlamentar revelou que tem receio de viagens aéreas e que, em Brasília, teria que se deslocar constantemente. Além disso, ele acha difícil se destacar entre 513 deputados federais .
Qual o tamanho do bloco que Dilmar comanda agora?
O Bloco Assembleia Forte e Democrática reúne sete deputados: o próprio Dilmar, Eduardo Botelho, Paulo Araújo, Sebastião Rezende, Gilberto Cattani, Elizeu Nascimento e Faissal Calil .
Quem assume a vaga deixada por Dilmar na liderança?
A decisão cabe a Otaviano Pivetta. Dilmar sugeriu que o escolhido seja do Republicanos, partido do vice-governador. Estão na lista Nininho, Diego Guimarães, Valmir Moretto e Carlos Avallone .






