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Uma bebê de apenas 4 meses chegou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Pascoal Ramos, em Cuiabá, com sangramento na região genital. O caso ocorreu na manhã de quarta-feira (22), no bairro Nova Esperança, e mobilizou equipes médicas e policiais. A mãe da criança registrou um boletim de ocorrência e acusou uma adolescente, vizinha da família, de cometer estupro de vulnerável. A Polícia Civil abriu investigação para esclarecer o caso. Até o momento, as autoridades não divulgaram a versão da adolescente nem anunciaram medidas contra ela.
Mãe relata como encontrou a filha
Segundo o boletim de ocorrência, a adolescente costumava frequentar a casa da família para buscar folhas de boldo. Na manhã do caso, enquanto a mãe usava o banheiro, o filho mais velho, de 6 anos, avisou que a vizinha queria pegar a bebê no colo.
Pouco depois, a mulher ouviu um grito seguido do choro intenso da filha. Ela saiu imediatamente do banheiro e encontrou a adolescente segurando a criança. Conforme o relato, o body da bebê estava levantado e desabotoado, enquanto a fralda havia sido retirada.
Logo em seguida, a mãe levou a filha para o quarto para dar banho. Nesse momento, encontrou sangue na região íntima da bebê. Desesperada, correu atrás da adolescente, mas decidiu priorizar o atendimento da criança e a levou imediatamente para a UPA do Pascoal Ramos.
Perícia identifica lesões, afirma mãe
Durante entrevista ao programa SBT Comunidade, a mãe afirmou que a equipe da perícia encontrou lesões na região íntima da bebê.
“Chegou lá na perícia, a mulher falou que os lábios pequenos estavam com hematoma, com vermelhidão e com dois cortinhos”, afirmou.
A mulher também descreveu o momento em que encontrou a filha.
“Quando eu saí, ela estava com a neném com o body levantado, desabotoado. A neném estava sem fralda. Na hora, não percebi que estava com sangue. Quando entrei para o quarto e vi o sangue na região íntima, saí correndo atrás dela. Fiquei desesperada”, disse.
Além disso, a mãe cobrou uma resposta das autoridades e pediu justiça.
“Eu espero que a Justiça seja feita. Quero uma resposta, porque não pode ficar assim. É um bebê, ela é indefesa.”
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