Fávaro nega condenação antecipada de Neri Geller; veja vídeo

Perrengue Mato Grosso

Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, anunciou a exoneração de Neri Geller, secretário de Política Agrícola, durante depoimento à Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Afirmando que a decisão não é uma condenação, ele explicou que a medida visa garantir a transparência nas investigações.

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Para reforçar seu ponto, Fávaro citou o exemplo de Henrique Hargreaves, exonerado em 1994 para investigação e reconduzido ao cargo após 101 dias. “A exoneração de Neri não é um juízo de valores, mas uma medida para garantir a transparência”, ressaltou.

Embora o filho de Geller tenha ligações com a empresa envolvida no leilão, Fávaro afirmou que, até o momento, não existem evidências de irregularidades. No entanto, ele destacou a necessidade de investigações completas pela CGU e pela Polícia Federal. “Precisamos garantir a credibilidade das ações do governo”, declarou.

Além disso, Fávaro defendeu o leilão, explicando que a medida visava evitar a especulação e o aumento dos preços do arroz, que subiram mais de 30%. Ele lembrou que, em 2020, o governo Bolsonaro tomou medidas semelhantes. “A Conab e o governo cumprem seu papel ao manter um estoque mínimo para combater a especulação”, afirmou.

Anulação do Leilão

Consequentemente, o leilão foi anulado para evitar conflitos de interesse, após a compra de 263 mil toneladas de arroz, das quais 116 mil foram comercializadas por corretoras ligadas a Robson França, ex-assessor de Geller. Ademais, Fávaro explicou que o filho de Geller estabeleceu sociedade com a corretora antes de ele se tornar secretário.

Conclusão

Portanto, a exoneração de Neri Geller visa garantir a transparência nas investigações. Fávaro reafirmou o compromisso do governo com a clareza e a credibilidade em suas ações, assegurando que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para esclarecer as suspeitas de fraude no leilão de arroz.

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