A reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, neste último domingo (5), repercutiu nacionalmente a disputa pelo prêmio de R$ 29 milhões da Mega-Sena que ocorreu em Sinop, a 500 quilômetros de Cuiabá. O programa apresentou imagens anexadas ao processo judicial e mostrou, passo a passo, tudo o que aconteceu desde a emissão da aposta até o momento em que uma funcionária retirou o bilhete premiado da lotérica. A Justiça ainda não definiu quem tem direito ao prêmio milionário.
Câmeras registram toda a sequência da aposta
As imagens anexadas ao processo mostram que a cronologia começou em 12 de agosto de 2023. Naquele dia, a lotérica registrou duas apostas com apenas 47 segundos de diferença. Logo depois, um cliente voltou ao caixa e informou que um dos bilhetes apresentava falha de impressão.
A operadora analisou o comprovante, separou o documento e o guardou junto aos demais bilhetes da lotérica. Em seguida, ela realizou uma nova impressão da aposta para corrigir o problema identificado no papel.
A investigação também aponta que a funcionária corrigiu manualmente uma falha no corte do bilhete antes de armazenar o comprovante considerado defeituoso. Esse detalhe passou a integrar uma das principais provas analisadas pela Justiça.
Funcionárias localizaram o bilhete dois dias depois
As gravações também mostram o encerramento do expediente. Os funcionários guardaram dinheiro, documentos e bilhetes em um compartimento utilizado pela lotérica.
A defesa da ex-funcionária afirma que esse espaço funcionava apenas como um armário destinado ao armazenamento de materiais da empresa. Já o proprietário da lotérica sustenta que o compartimento armazenava documentos pertencentes ao estabelecimento.
No dia 14 de agosto, as câmeras registraram o retorno da operadora ao local de trabalho. Ela e outra funcionária abriram o compartimento, localizaram o bilhete e conferiram o documento.
Logo depois, as duas comemoraram ao perceber que aquele comprovante correspondia ao bilhete vencedor da Mega-Sena.
Imagens mostram retirada do bilhete da lotérica
Na sequência, as gravações registraram a operadora colocando o bilhete dentro da própria carteira. Depois, ela guardou a carteira dentro da bolsa antes de deixar a lotérica.
O Fantástico exibiu toda essa sequência e mostrou como as imagens passaram a integrar o processo judicial que discute a propriedade do prêmio de R$ 29 milhões.
As gravações representam uma das principais provas analisadas pela Justiça e ajudam a reconstruir a cronologia dos acontecimentos desde a emissão da aposta.
Partes defendem versões completamente diferentes
A disputa começou quando a operadora pediu demissão e declarou que ela e o marido eram os verdadeiros ganhadores da Mega-Sena.
A defesa afirma que o bilhete defeituoso pertencia à funcionária porque a empresa descontava do salário dos operadores eventuais prejuízos causados por falhas de impressão. Com esse argumento, os advogados sustentam que ela adquiriu o direito sobre o comprovante.
O proprietário da lotérica contesta essa versão. Ele afirma que o bilhete nunca foi cancelado e permaneceu sob responsabilidade da empresa. Por isso, ele defende que o comprovante integra o patrimônio do estabelecimento.
Justiça ainda não decidiu quem ficará com o prêmio
A Justiça continua analisando as imagens, os documentos e os demais elementos reunidos durante o processo. Até o momento, nenhum juiz definiu quem realmente tem direito ao prêmio milionário.
O caso permanece na esfera judicial e depende da análise das provas apresentadas pelas partes. Como a disputa envolve a propriedade do bilhete premiado, a decisão dependerá da interpretação dos fatos registrados pelas câmeras e dos demais documentos constantes nos autos.



