Doze imigrantes haitianos desembarcaram nesta semana no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, e seguiram diretamente para Cuiabá. Eles reencontraram parentes que vivem na capital mato-grossense e iniciaram uma nova fase da vida longe da crise no Haiti. O grupo superou obstáculos financeiros e burocráticos após esperar até dois anos pelo visto humanitário.
Parentes viabilizam a chegada e bancam as despesas
Os próprios familiares custearam a viagem dos recém-chegados. Cada passagem aérea ultrapassou R$ 10 mil, e famílias com quatro integrantes desembolsaram mais de R$ 40 mil. Desde 2019, o Brasil não mantém voos comerciais diretos com o Haiti, o que obriga os viajantes a fazerem conexões longas e caras.
Agência comunitária organiza a chegada
O microempreendedor haitiano Jonathan Cezard, dono de uma agência de viagens no bairro Jardim Leblon, em Cuiabá, coordenou toda a logística. Ele organizou a recepção no aeroporto, auxiliou no transporte e garantiu o reencontro entre familiares. Segundo Cezard, o custo elevado impede muitos haitianos de dar início ao processo migratório, mesmo com o avanço na emissão de vistos eletrônicos gratuitos.
“As passagens continuam inacessíveis. A maioria depende da ajuda de parentes que já estão aqui. Sem voos diretos, a logística encarece tudo”, explicou.
Plataforma digital acelera os processos
O governo brasileiro disponibiliza a plataforma Migrante Web, que agiliza o processo de solicitação de visto humanitário e facilita a reunificação familiar. A ferramenta digital oferece suporte legal e reduz a burocracia, mas ainda exige paciência. Muitos processos levam de 12 a 24 meses até a autorização final.
Perguntas frequentes
Mais de R$ 10 mil por pessoa, sem voos diretos desde 2019.
A cidade oferece oportunidades em construção civil e forte rede de apoio.
É uma plataforma do governo que facilita vistos humanitários e reunificação familiar.




