Famílias desabrigadas são retiradas de prédio pelo Bope após ocupação no RS. Veja vídeo:

No sábado, 15 de junho, cerca de 100 famílias afetadas pelas enchentes ocuparam a antiga sede da Fepam, no Centro Histórico de Porto Alegre. A ação, liderada pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), foi batizada de Ocupação Sarah Domingues, em homenagem a uma estudante de Arquitetura da UFRGS assassinada em janeiro enquanto realizava pesquisa de campo.

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O coordenador do MLB, Luciano Schafer, destacou que a ocupação visa chamar atenção para imóveis públicos sem função social, que poderiam ser utilizados para moradia popular. “Lutamos pelo mesmo sonho que Sarah lutou, uma sociedade sem desigualdades sociais”, afirmou Schafer.

No domingo, 16 de junho, a área foi isolada por policiais militares, que negociaram a saída pacífica dos ocupantes. No entanto, as famílias se recusaram a deixar o prédio e convocaram apoio para um protesto contra a intervenção policial. Ao meio-dia, prazo final para a desocupação, o Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) arrombou a porta do prédio e removeu os ocupantes, que se manifestaram na Avenida Mauá.

Segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, as enchentes no estado afetaram mais de 2,3 milhões de pessoas, deixando centenas de milhares desalojadas e milhares em abrigos. A situação reforça a urgência de soluções habitacionais para as famílias vulneráveis, como destacado pela ocupação do MLB.

A morte de Sarah Domingues continua a repercutir, evidenciando a necessidade de políticas públicas eficazes que abordem tanto a crise habitacional quanto a segurança nas áreas de pesquisa e intervenção social.

Esta ocupação não apenas chama atenção para a questão da moradia, mas também presta homenagem à luta de Sarah por justiça social, mantendo seu legado vivo através da ação direta e do ativismo comunitário.

Lucas

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