Familiares e amigos da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta em seu apartamento no bairro do Brás, realizaram um protesto neste sábado (28/2) em frente à Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo. O grupo questionou a investigação conduzida pela corporação, que inicialmente classificou a morte como suicídio, enquanto pessoas próximas levantam a possibilidade de feminicídio.
Familiares e amigos da policial militar Gisele Alves Santana realizaram, neste sábado (28/2), um protesto em frente à Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo. Eles denunciaram negligência da corporação, exigiram respostas rápidas, cobraram transparência na investigação e contestaram o registro inicial de suicídio. O grupo apontou indícios de possível feminicídio e pediu responsabilização rigorosa dos envolvidos.
Foto/Vídeo: Metropoles
Durante o ato, manifestantes criticaram a hierarquia e o funcionamento interno da PM, afirmando que Gisele enfrentava pressão e situações de silêncio institucional. Uma das participantes disse: “O silêncio que tem aqui agora não é de omissão, talvez de alguns, mas não na sua totalidade. É um silêncio que vem de uma hierarquia, de uma corporação arcaica, que da porta para dentro do quartel existe uma ditadura e que todos eles passam por isso em silêncio, aí a Gisele também passava por isso”.
Caminhada exige transparência da corporação
O protesto começou na Rua Alfredo Maia, no bairro da Luz, por volta das 9h. Os manifestantes seguiram em caminhada até a Corregedoria, segurando cartazes e faixas que pediam justiça e cobravam transparência nas apurações. Palavras de ordem reforçaram o pedido de esclarecimento sobre as circunstâncias da morte da policial.
Polícia aguarda resultados de perícia
O marido de Gisele já prestou depoimento à polícia, enquanto autoridades aguardam a chegada de exames e laudos periciais que possam indicar se houve crime violento. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo reiterou que o caso continua registrado como suicídio e que não divulgará novas informações até a conclusão das análises.
O protesto reacendeu o debate sobre a proteção de mulheres dentro das corporações militares e a necessidade de medidas que garantam segurança e apoio a servidores.
Perguntas e respostas
Na Corregedoria da Polícia Militar, em São Paulo.
Suicídio.
Justiça e transparência na investigação do caso.







