A suspensão inesperada das visitas na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, causou indignação entre mulheres e familiares de detentos neste ultimo sábado (11). Embora as visitas sejam essenciais para manter o vínculo afetivo e contribuir para a ressocialização, a administração da unidade não comunicou a mudança com antecedência, de acordo com os manifestantes.
Familiares de pres0s protest4m na porta da PCE alegando suspensão das visitas pic.twitter.com/Zt0xST6KwI
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) January 12, 2025
Familias reclamam da falta de comunicação
Por causa da falta de aviso, dezenas de familiares enfrentaram grandes transtornos ao chegarem à penitenciária e se depararem com os portões fechados. Além disso, muitos relataram ter investido dinheiro e tempo em viagens longas e cansativas. “Cheguei de madrugada, gastei o pouco que tinha, e agora volto para casa sem notícias do meu marido”, lamentou uma das manifestantes.
Consequentemente, a situação resultou em protestos na entrada do presídio. Os manifestantes exigiram mais respeito e uma comunicação eficiente, já que, segundo eles, esta não é a primeira vez que enfrentam esse tipo de situação.
Especialistas criticam falhas na gestão
Especialistas apontam que a falta de transparência em situações como essa compromete não apenas a relação entre os familiares e os detentos, mas também a ordem e a confiança no sistema penitenciário. Além disso, destacam que o direito à visita está garantido pela Lei de Execução Penal e só pode ser suspenso por razões excepcionais, devidamente justificadas.
Por outro lado, advogados especializados ressaltam que decisões como essa precisam ser informadas de forma clara e com antecedência, a fim de evitar conflitos e prejuízos aos envolvidos. “A ausência de diálogo demonstra um descaso com os familiares, que também merecem ser tratados com dignidade”, reforçou um especialista em direitos humanos.
Administração não apresenta explicações
Apesar dos protestos, a administração da PCE ainda não se pronunciou oficialmente sobre o motivo da suspensão nem sobre a ausência de comunicação prévia. Esse silêncio, por sua vez, tem agravado a insatisfação entre os familiares, que esperam por respostas concretas.
Manifestação reforça demandas por melhorias
Em conclusão, os protestos realizados em frente à PCE revelam a necessidade urgente de mudanças na gestão do sistema prisional. Assim, familiares esperam que esse episódio sirva como um alerta para evitar situações semelhantes no futuro, além de garantir mais transparência, respeito e dignidade.
Perguntas frequentes
A suspensão pegou familiares de surpresa porque a administração não comunicou a mudança com antecedência. Muitas pessoas viajaram longas distâncias, gastaram dinheiro e enfrentaram desgaste físico e emocional para visitar seus entes queridos, mas encontraram os portões fechados. Além disso, o direito à visita é garantido por lei, o que aumentou o sentimento de desrespeito entre os manifestantes.
A Lei de Execução Penal assegura o direito às visitas como um elemento essencial para a ressocialização dos presos. Esse direito só pode ser suspenso em situações excepcionais, como medidas de segurança, e exige justificativa e comunicação prévia. No caso da PCE, os familiares alegam que não foram informados, o que contraria os princípios de transparência previstos na legislação.
A ausência de comunicação eficiente entre a administração prisional e os familiares pode gerar conflitos, protestos e desconfiança. Além de comprometer a relação entre os detentos e seus entes queridos, a situação também reforça a percepção de descaso e desorganização no sistema penitenciário, ampliando a pressão por reformas e maior transparência.







