Polícia Civil desarticula faccionados que atuavam para fortalecer facção e controlar territórios em Cuiabá; veja vídeo

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (31), a Operação Ruptura CPX e cumpriu 13 mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão contra integrantes de uma facção criminosa. As equipes atuaram em Cuiabá, Várzea Grande e São Paulo.

A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) coordenaram a operação. O Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias autorizou as medidas judiciais.

Os investigadores identificaram que o grupo praticava furtos de defensivos agrícolas, roubos de veículos, furto de armas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e apologia ao crime, além de impor controle territorial em bairros da Grande Cuiabá.

Facção impõe regras e controla territórios

A investigação revelou que a facção estruturou uma organização hierárquica e dividiu funções entre seus membros. O grupo controlou áreas específicas, principalmente no Complexo Residencial Isabel Campos (CPX), onde impôs regras e monitorou moradores.

Os criminosos cobraram taxas internas e movimentaram dinheiro por meio de contas de terceiros para esconder a origem ilícita dos recursos. Essa prática caracteriza lavagem de dinheiro, crime com pena de até 10 anos de prisão, conforme a Lei nº 9.613/1998.

Integrantes também obrigaram moradores a monitorar a presença policial e repassar informações. O delegado Antenor Marcondes afirmou que o grupo utilizou essa estratégia para manter o domínio territorial e dificultar ações das forças de segurança.

Polícia descobre rede criminosa após flagrante

A Polícia Civil iniciou as investigações após um flagrante de furto e receptação de defensivos agrícolas. A análise do material apreendido revelou uma estrutura criminosa ampla e organizada.

Os investigadores identificaram que a facção atuou em diversos bairros de Cuiabá e Várzea Grande. O grupo expandiu suas atividades e fortaleceu sua presença nas comunidades por meio de intimidação e propaganda.

Artista investigado divulga conteúdos ligados à facção

A Polícia Civil incluiu entre os alvos um artista conhecido na região, identificado como O.G.N.C. Os investigadores apontaram que ele divulgou conteúdos que exaltavam a facção e suas lideranças.

As apurações indicaram que o investigado manteve contato com integrantes de alto escalão e frequentou locais usados como pontos de encontro do grupo. Ele também teria prestado apoio logístico.

O que é organização criminosa no Brasil?

Grupo estruturado com divisão de tarefas que pratica crimes de forma contínua para obter vantagem.

Apologia ao crime dá cadeia?

Sim. O Código Penal prevê pena de detenção ou multa para quem incentiva ou exalta crimes publicamente.

Como denunciar crime organizado de forma anônima?

Você pode ligar para 181 ou 197. O sigilo da identidade é garantido pelas autoridades.

Mhylenna

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