Golpistas afirmam oferecer oportunidade única de aprimorar conhecimentos, melhorar perspectivas de carreira e “alcançar todos os sonhos”
Audacioso, um grupo criminoso formado por estelionatários e falsificadores desenvolveu um modelo de negócio para vender e prestar suporte on-line para compradores de diplomas falsos de curso superior. Não importa a graduação desejada, o bando garante “transformar” os clientes de nível médio em bacharéis em direito, fisioterapia, engenharia ou qualquer outra área.
Articulados, bem organizados e com uma equipe afiada, os falsários disponibilizam o diploma e toda a documentação necessária de conclusão de curso em apenas três dias. “Te transformo em advogado em 72 horas”, garante um dos criminosos. A coluna passou duas semanas investigando o esquema e mapeou como funciona a “Fábrica de Diplomas” em todos os detalhes.
Os estelionatários falsificam os documentos simulando que as réplicas possuem reconhecimento do Ministério da Educação (MEC) e supostamente contam com registro das faculdades escolhidas pelos clientes. “Temos quatro grandes universidades espalhadas pelo país. Basta decidir qual é mais do seu agrado”, gabava-se o falsário enquanto tentava vender um diploma. As instituições de ensino superior mencionadas pelo estelionatário também são vítimas e não têm qualquer relação com o esquema.
Os diplomas são confeccionados com uma qualidade surpreendentemente alta, fazendo com que se assemelhem aos verdadeiros em todos os aspectos visuais.
A divulgação dos serviços ocorre principalmente através de redes sociais, fóruns online e aplicativos de mensagens, onde a privacidade e o anonimato são mais facilmente mantidos. A abordagem é direcionada especialmente a indivíduos desesperados por um diploma, seja para ascensão profissional ou pressão social.
A “Fábrica de Diplomas” opera com uma estrutura de pagamentos escalonados, oferecendo pacotes que variam conforme a complexidade do curso e a urgência do cliente. Eles também proporcionam um serviço pós-venda, orientando sobre como proceder em caso de verificações da autenticidade do diploma.
Esse cenário não só coloca em risco a integridade do sistema educacional, mas também prejudica o mercado de trabalho, inserindo profissionais não qualificados em áreas críticas. Além disso, contribui para a desvalorização dos diplomas legítimos e a desconfiança geral nas instituições de ensino.
Via Metrópoles
