A frase do senador Fabiano Contarato, presidente da CPI do Crime Organizado, ecoou em Brasília e em todo o país. O parlamentar, que já atuou por quase três décadas como delegado, defendeu que o Estado tem obrigação direta de garantir a segurança de cada cidadão. A declaração, feita durante a instalação da comissão, reacendeu o debate sobre o papel do governo no combate à violência e na reconstrução da confiança pública nas instituições.
Uma CPI que promete ir além do discurso
A escalada de violência que preocupa autoridades e especialistas motiva a criação da CPI do Crime Organizado. O Senado elegeu Contarto para comandar o grupo com a promessa de transparência, rigor e foco em resultados concretos. A comissão investigará como o crime organizado infiltra estruturas estatais, influencia decisões políticas e lucra com esquemas de corrupção e tráfico.
O parlamentar também destacou que a segurança pública precisa ser vista como política de Estado, e não de governo. Isso significa pensar em estratégias de longo prazo que envolvam não apenas repressão, mas também prevenção, educação e oportunidades sociais. A proposta da CPI é apresentar, ao final dos trabalhos, um conjunto de medidas legislativas que fortaleçam a atuação das forças de segurança e a proteção da população.
O direito do cidadão e o dever do Estado
Para Contarato, a segurança é mais que um tema político — é um direito fundamental, garantido pela Constituição. Ao afirmar que o Estado tem o dever de assegurar esse direito, ele chama atenção para a distância entre o que está na lei e o que ocorre nas ruas. Em várias regiões do Brasil, a população vive sob domínio de facções, milícias ou em áreas onde a presença do poder público é quase inexistente.
Especialistas que acompanham os trabalhos da CPI defendem que investimentos em tecnologia, a valorização dos profissionais da segurança e o combate à corrupção interna são pontos centrais para repensar com urgência o modelo atual, conforme essa realidade reforça.
O desafio de não transformar segurança em palanque político
Apesar da importância do tema, o maior desafio da CPI será evitar que o debate vire disputa partidária. Contarato tem insistido que segurança pública não deve ser usada como bandeira de direita ou esquerda, mas como compromisso comum. Para ele, proteger a vida é um ato de cidadania e humanidade — e não uma estratégia eleitoral.
Perguntas e respostas
Porque a Constituição garante esse direito como essencial e impõe ao poder público a responsabilidade de assegurar a proteção dos cidadãos.
A comissão vai apurar como o crime se estrutura, infiltra-se no Estado e financia atividades ilegais.
Evitar que o tema da segurança pública vire disputa ideológica e focar em soluções práticas e efetivas.


