FAB ativa caças com mísseis para proteger Cúpula do Brics no Rio: entenda o plano inédito desde 2016

Perrengue Mato Grosso

Pela primeira vez desde os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, a Força Aérea Brasileira (FAB) decidiu acoplar mísseis em caças durante uma operação de segurança no país. O motivo é a realização da Cúpula do Brics, marcada para os dias 6 e 7 de julho na capital fluminense. O evento reunirá os principais líderes das nações que compõem o bloco econômico: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de novos países membros.

A medida, embora extrema, visa prevenir qualquer tipo de ameaça aérea à reunião que será realizada em uma das cidades mais densas do país. Segundo a FAB, aeronaves que invadirem áreas restritas sem autorização poderão ser interceptadas — e até abatidas, se necessário.

Reforço militar com caças, radares e aviões de reabastecimento

O aparato de segurança aérea impressiona. Estarão em ação caças F-5M e A-29 Super Tucano, aeronaves de alerta aéreo E-99, aviões de reabastecimento KC-390 e helicópteros H-60 Black Hawk. A operação envolve ainda o fechamento do aeroporto Santos Dumont e a criação de zonas de exclusão aérea, além da mobilização de 670 militares para o controle aeroespacial.

VIA – CAVOK BRASIL

Esses recursos permitirão à FAB interceptar aeronaves suspeitas ainda fora do perímetro urbano, como explicou o Tenente-Brigadeiro do Ar Alcides Barbacovi. O objetivo é evitar qualquer risco para a população carioca e garantir segurança total aos chefes de Estado.

Áreas de exclusão e proibição de drones

Durante o evento, três áreas específicas terão restrições severas de voo. Em uma delas, chamada de “área de supressão”, qualquer aeronave será proibida de entrar, exceto em missões de socorro ou emergência. Voos comerciais, turísticos, agrícolas e até mesmo drones precisarão de autorização especial.

A expectativa é que as autoridades internacionais cheguem e saiam do Brasil em horários alternados, para evitar concentração de aeronaves e reforçar o esquema de segurança. Os voos comerciais do Santos Dumont foram todos remanejados para o aeroporto do Galeão, sem prejuízo para os passageiros, segundo a FAB.

O Brasil e os olhos do mundo

A escolha de medidas rigorosas demonstra a importância da Cúpula do Brics e o desejo do governo brasileiro de garantir que nada atrapalhe o encontro. O evento coloca o Rio de Janeiro no centro das atenções geopolíticas mundiais e exige atenção máxima das forças de segurança.

Perguntas e respostas

O uso de mísseis pela FAB é comum em eventos no Brasil?
Não. Essa é a primeira vez desde 2016 que isso acontece.

O aeroporto Santos Dumont funcionará normalmente?
Não. Ele ficará fechado entre os dias 5 e 7 de julho.

Drones poderão sobrevoar a cidade durante o evento?
Apenas com autorização específica e fora das áreas de exclusão.

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