Exportações de frutas brasileiras crescem no primeiro semestre e maçã registra alta superior a 200%

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As exportações de frutas brasileiras registraram forte crescimento no primeiro semestre de 2026, impulsionadas principalmente pelo desempenho da maçã. Entre janeiro e junho, o setor faturou US$ 707,9 milhões com embarques para o mercado internacional e exportou 619,1 mil toneladas de frutas. O resultado representa aumento de 20,64% na receita e de 13,32% no volume exportado em comparação com o mesmo período de 2025, quando o Brasil vendeu US$ 586,8 milhões e embarcou 546,3 mil toneladas.

De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), o avanço ocorreu mesmo em um cenário internacional desafiador. A entidade atribui o desempenho à diversificação dos mercados compradores, aos investimentos em tecnologia e às ações de promoção comercial realizadas em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Maçã lidera crescimento das exportações

A maçã foi o principal destaque do semestre. O faturamento com as exportações da fruta cresceu 223,55%, enquanto o volume embarcado aumentou 225,11%. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM), o resultado foi favorecido pela maior safra já registrada no país após dois anos de perdas provocadas por condições climáticas desfavoráveis.

A Índia permaneceu como o principal destino da maçã brasileira, seguida por Arábia Saudita e Rússia. Além da maçã, outras frutas também apresentaram desempenho positivo. As exportações de manga cresceram 42,41% em valor e 37,96% em volume, enquanto o abacate avançou 72,52% em receita e 92,68% em quantidade exportada. A melancia também registrou crescimento, com alta de 30,59% no faturamento.

Nem todas as culturas tiveram resultado positivo

Apesar do desempenho geral favorável, algumas frutas enfrentaram dificuldades no mercado internacional. A uva registrou queda de 27,92% na receita e de 27,86% no volume exportado. Segundo o setor, o recuo está relacionado às incertezas provocadas pelas novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, que reduziram o ritmo dos embarques.

A banana também apresentou retração, com redução de 15,63% no faturamento e de 27,19% no volume exportado, pressionada pela concorrência de países vizinhos do Mercosul. Já o melão teve pequena redução de aproximadamente 2% na quantidade embarcada, mas conseguiu elevar a receita em 8,18% devido aos preços mais altos praticados no mercado internacional.

Setor mantém expectativa de novo recorde

A Abrafrutas avalia que o desempenho do primeiro semestre reforça a competitividade da fruticultura brasileira no mercado externo. A entidade acredita que a abertura de novos mercados e a ampliação das exportações deverão sustentar o crescimento ao longo da segunda metade de 2026.

A expectativa do setor é manter o ritmo de expansão registrado nos primeiros seis meses do ano e alcançar um novo recorde anual nas exportações de frutas. Para os produtores, a diversificação dos destinos comerciais e o fortalecimento da presença dos produtos brasileiros no exterior serão fundamentais para reduzir os impactos de eventuais oscilações do mercado internacional e ampliar as oportunidades de negócios.

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