A coluna Mirelle Pinheiro apurou que uma guarita construída ao longo de meses para abrigar funcionários terceirizados responsáveis pela segurança do complexo da Polícia Civil do Distrito Federal permanece inutilizada. A estrutura, erguida na entrada lateral do prédio, ainda não atende à finalidade prevista.
Uma imagem enviada à reportagem mostra a guarita recém-construída, enquanto um vigilante trabalha sob uma tenda improvisada ao lado da estrutura. Servidores relataram que os profissionais não podem ocupar o espaço por causa de cláusulas contratuais que limitam a atuação dos terceirizados.
Estrutura pronta, mas sem uso
A guarita foi projetada para oferecer melhores condições de trabalho aos vigilantes que atuam no complexo. A obra avançou durante meses até a conclusão. No entanto, após a entrega, a equipe identificou um impedimento que inviabilizou a utilização imediata do espaço.
Segundo servidores, a localização da guarita gerou o problema. A administração construiu a estrutura do lado de fora da cerca que protege os prédios do complexo.
Cláusula contratual impede atuação externa
O contrato de prestação de serviço estabelece que os funcionários terceirizados não podem exercer atividades de segurança fora da área interna protegida. Como a guarita ficou posicionada externamente, os vigilantes não podem ocupar o posto sem descumprir as regras contratuais.
A situação gerou questionamentos internos sobre planejamento e execução da obra. Servidores afirmam que a restrição poderia ter sido analisada antes da construção.
Servidores cobram solução
Enquanto a definição não ocorre, os vigilantes seguem trabalhando em estrutura improvisada ao lado da guarita vazia. A permanência da tenda reforça a sensação de desperdício de recursos e falha de planejamento.
A administração ainda não informou se pretende alterar o contrato, reposicionar a guarita ou adotar outra medida para viabilizar o uso do espaço.
Por que a guarita não está em uso?
Porque o contrato impede atuação externa de terceirizados.
Onde fica a estrutura?
Na entrada lateral do complexo da PCDF.
Quem utiliza o espaço atualmente?
Ninguém. Os vigilantes trabalham sob tenda improvisada.







