Uma forte explosão atingiu, nesta sexta-feira (4), um posto de combustível no bairro operário de Prenestino, em Roma, deixando ao menos 27 pessoas feridas. Entre os feridos estão 10 policiais, um bombeiro e o gerente da distribuidora. O impacto destruiu o posto, danificou prédios ao redor e espalhou pânico entre os moradores. Conforme relataram testemunhas, a bola de fogo pôde ser vista a quilômetros de distância.
Acidente ocorreu durante abastecimento dos tanques
Segundo as autoridades italianas, o acidente ocorreu no momento em que técnicos reabasteciam os tanques de gás liquefeito de petróleo (GLP). Nesse processo, um vazamento teria permitido que o gás escapasse, se inflamasse e provocasse a explosão. Por isso, as investigações agora se concentram em possíveis falhas técnicas ou operacionais. De acordo com o prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, a sequência dos fatos indica um erro grave durante a operação de abastecimento, o que aumentou os riscos de combustão.
Segunda explosão surpreendeu equipes de socorro
Enquanto os bombeiros atuavam no combate às chamas, uma segunda explosão atingiu o local. Esse novo estouro, portanto, atingiu em cheio os socorristas que já estavam no perímetro, ferindo diversos profissionais. Como resultado, o incidente levantou dúvidas sobre a eficiência dos protocolos de segurança em operações com GLP. Especialistas em emergências industriais alertam que esse tipo de gás exige áreas de isolamento maiores e evacuação imediata, justamente para evitar tragédias em sequência.
População cobra fiscalização e mudança na legislação
Além dos danos materiais, o episódio provocou insegurança entre os moradores de Prenestino. Muitos relataram susto, correria e vidros estilhaçados por toda parte. Por isso, cresceram os pedidos por mudanças na legislação que regula a instalação de postos em zonas residenciais. Ao ser questionado, o prefeito afirmou que vai revisar as regras de segurança e que novas medidas devem ser anunciadas em breve. Até lá, a população segue à espera de respostas concretas.
Perguntas frequentes
Porque é altamente inflamável e, quando vaza, pode se espalhar rapidamente e causar explosões.
Ainda não, mas tudo indica que houve falha no processo de reabastecimento.
Mais fiscalização, revisão da legislação e retirada de postos de áreas residenciais.









