Na última terça-feira (17), uma série de explosões de pagers pertencentes a membros do Hezbollah resultou na morte de oito pessoas e deixou cerca de 2.750 feridos no Líbano. O ministro da Saúde, Firass Abiad, confirmou a tragédia, destacando que muitas das vítimas sofreram graves lesões no rosto, mãos, abdômen e olhos, o que reforça a gravidade do incidente.
Hezbollah Responsabiliza Israel Pelas Explosões
Segundo a agência Al Jazeera, as explosões foram cuidadosamente coordenadas, com explosivos sendo previamente instalados nos pagers. O Hezbollah, apoiado pelo Irã, prontamente acusou Israel pelo ataque. Em um comunicado oficial, a organização afirmou que o “inimigo israelense é totalmente responsável por essa agressão criminosa” e garantiu que Israel “receberá a punição justa”, aumentando, assim, as tensões na região.
Registros Mostram o Caos Após as Explosões
Vídeos divulgados nas redes sociais capturaram dois momentos das explosões e revelaram o caos que se instalou nos hospitais do Líbano. Além disso, as imagens mostram a devastação nos locais onde os pagers explodiram, deixando claro o impacto do ataque. Entre os feridos, estava o embaixador do Irã no Líbano, Mojtaba Amani, que felizmente não corre risco de vida.
Pagers Ainda São Usados Como Ferramenta de Comunicação
Apesar de obsoletos em muitas partes do mundo, os pagers continuam sendo usados pelo Hezbollah e outras organizações no Líbano para comunicações internas. Esses dispositivos, criados nas décadas de 1950 e 1960, ganharam popularidade nas décadas de 1980 e 1990, antes da chegada massiva dos celulares. No Brasil, por exemplo, os pagers ficaram conhecidos como “bipes”, sendo amplamente utilizados até sua substituição pelos telefones móveis.
Enquanto as investigações continuam, o Hezbollah mantém suas acusações contra Israel, o que pode intensificar ainda mais as já delicadas tensões no Oriente Médio. Dessa forma, o episódio serve como um lembrete de como a região segue sendo palco de conflitos intensos e, muitas vezes, imprevisíveis.




