Ex-secretário investigado na “Farra do INSS” faz vaquinha para pagar advogados e arrecada apenas 0,25% da meta

Perrengue Mato Grosso
PERRENGUE - VIRA SAÚDE - INTERNO DE NOTICIAS [ADOPS INS 1818 | CAMP 967 | PI 90729 - PREF PVA | ADOPS-PERRENGUE-1818 | 728x90-pva.gif]

O jornalista Adroaldo da Cunha Portal, ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência e investigado pela Polícia Federal no esquema conhecido como “Farra do INSS”, arrecadou apenas 0,25% da meta estabelecida em uma campanha de arrecadação criada para custear sua defesa jurídica. A iniciativa busca reunir R$ 250 mil para o pagamento de honorários advocatícios, mas, até esta segunda-feira (27), havia recebido apenas R$ 620 em doações.

Adroaldo foi preso em dezembro de 2025 durante as investigações da Polícia Federal e atualmente cumpre medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é apontado como um dos investigados no esquema que apura supostas fraudes relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Campanha pede R$ 250 mil para custear defesa

A vaquinha virtual foi criada por um perfil identificado como “Amigos do Adroaldo” e entrou no ar em 14 de julho. Conforme as informações divulgadas, a campanha argumenta que o ex-secretário enfrenta um momento difícil após seu afastamento das funções públicas e solicita contribuições para garantir sua ampla defesa no processo judicial.

Segundo a publicação, apenas duas pessoas, além do organizador da campanha, haviam realizado doações até a tarde desta segunda-feira, totalizando R$ 620. O valor representa aproximadamente 0,25% da meta de R$ 250 mil estabelecida pelos responsáveis pela arrecadação.

Investigação apura supostos repasses ilegais

As investigações da Polícia Federal apontam que Adroaldo da Cunha Portal teria sido beneficiário de um suposto repasse financeiro identificado durante a análise de documentos apreendidos na operação.

De acordo com a PF, uma planilha atribuída a Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, registra uma anotação indicando um pagamento de R$ 50 mil destinado a uma pessoa identificada como “Adro”. Os investigadores tratam o documento como um dos elementos que integram o conjunto de provas analisadas durante o inquérito.

Até o momento, a investigação continua em andamento e o caso ainda será analisado pela Justiça. A defesa dos investigados poderá apresentar seus argumentos ao longo do processo, respeitando o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Caso integra investigação sobre fraudes no INSS

A chamada “Farra do INSS” reúne investigações conduzidas pela Polícia Federal para apurar um suposto esquema de fraudes envolvendo benefícios previdenciários e possíveis pagamentos indevidos a agentes públicos.

Adroaldo da Cunha Portal ocupou o cargo de secretário-executivo do Ministério da Previdência, sendo o segundo nome na hierarquia da pasta. Conforme divulgado, ele também mantém proximidade política com o senador Weverton (PDT) e com o atual ministro da Previdência, Wolney Queiroz (PDT). Essas informações fazem parte do contexto apresentado na investigação, mas não representam, por si só, comprovação de responsabilidade criminal. O processo segue em andamento e novas diligências poderão esclarecer os fatos investigados.

Curtiu? Compartilhe

Ajuda a espalhar a notícia — manda no grupo.

Institucional