O Metrópoles acompanhou os passos de Marcelo por um mês e constatou que ele chefia um bando que usa crianças alugadas para dar mais credibilidade aos golpes aplicados em passageiros dentro do aeroporto. Na maioria dos casos, as mães de aluguel acompanham a ação durante as abordagens e recebem R$ 300 pela atuação.
Foi um ex-funcionário do aeroporto de Guarulhos quem chamou a atenção da segurança do local para o esquema de mendicância liderado por Marcelo dentro do terminal, ainda no ano passado. Como o líder do grupo aparecia em horários que geralmente coincidiam com a troca de turno dos pedintes, os agentes suspeitaram de que ele fosse um olheiro do bando. Ao ser abordado, o homem narrou em detalhes tudo o que havia testemunhado por dias.
“Fico sentado e passam [por mim] mil pedintes. Sou capaz de falar o horário de cada um. Vou ser bem honesto, isso aqui, uma vez falei com a assistente social, é uma máfia. Eles pedem [esmola], pois podem contar a mesma história todo dia, para pessoas diferentes. Tem gente tirando 800 paus por dia”, disse a testemunha em registro feito aos seguranças, o qual foi obtido pela reportagem.
Via Metrópoles




