O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou uma operação de combate ao garimpo ilegal em Pontes e Lacerda, no oeste de Mato Grosso, e destruiu ao menos quatro caminhões-caçamba, maquinários e barracos utilizados por trabalhadores.
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— Perrengue2 (@perrengue2025) August 2, 2025
Garimpeiros registraram a ação em vídeo. As imagens mostram os veículos incendiados ainda em chamas, com vozes de revolta ao fundo. Os agentes federais chegaram sem aviso e executaram a destruição imediatamente, como permite a legislação ambiental em caso de flagrante.
Internautas se dividem entre defesa ambiental e apoio aos trabalhadores
O vídeo viralizou nas redes sociais e provocou reações divididas. Parte dos usuários criticou o Ibama e se solidarizou com os trabalhadores. Outros defenderam a operação, argumentando que o órgão cumpre seu papel ao proteger o meio ambiente e impedir a exploração ilegal em áreas sensíveis.
Ambientalistas reforçaram que o garimpo sem licenciamento destrói a vegetação nativa, contamina os rios com mercúrio e ameaça comunidades indígenas. Por outro lado, ativistas sociais cobraram políticas públicas de inclusão produtiva para regiões isoladas como Pontes e Lacerda.
Leis brasileiras proíbem mineração ilegal em terras indígenas
A Constituição Federal proíbe atividades mineradoras em terras indígenas sem autorização do Congresso Nacional. O Ibama agiu com base na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998), que autoriza a destruição de equipamentos flagrados em crimes ambientais.
Diante da complexidade do cenário, é essencial que as ações de fiscalização caminhem junto com estratégias de desenvolvimento sustentável, promovendo soluções equilibradas que respeitem tanto o meio ambiente quanto a dignidade dos trabalhadores.
Perguntas frequentes
Porque a lei permite destruir equipamentos flagrados em crimes ambientais para impedir o uso contínuo.
Sim, sem autorização do Congresso Nacional, é considerado ilegal.
Ninguém. O Estado não indeniza bens usados em atividades ilegais.
