Tudo começou quando Jailson Coutinho, morador antigo do bairro Cabo Branco, resolveu mostrar aos filhos uma curiosidade que descobriu por acaso anos atrás. Ao seguir uma trilha escondida entre a vegetação, ele encontrou novamente uma estátua de Tiradentes — com correntes nas mãos e uma corda no pescoço. O vídeo que gravou rapidamente se espalhou pelas redes sociais. Como resultado, a imagem do monumento intrigante reacendeu a curiosidade de moradores e visitantes sobre aquele ponto praticamente esquecido da cidade.
Apesar de seu valor simbólico, monumento ficou 40 anos esquecido
Apesar da força simbólica da escultura, ninguém encontrava ali qualquer tipo de identificação. Nem placa, nem data, nem autoria. Apenas a cena impactante de um dos principais personagens da história brasileira, representado em sua execução. No entanto, após investigação conduzida pelo Jornal da Paraíba, revelou-se que o monumento foi instalado no local há cerca de 40 anos. O autor da obra, um escultor local já falecido, nunca teve sua criação oficialmente reconhecida. Assim, o tempo, o mato e o silêncio institucional trataram de apagar a memória do artista e da homenagem.
Falta de cuidado com a memória revela padrão de negligência
Por outro lado, essa redescoberta levanta questionamentos importantes. Afinal, por que a cidade ignorou por tanto tempo uma escultura com tanto potencial educativo e turístico? Especialistas ouvidos por veículos locais destacam que o esquecimento não é isolado. Ao contrário, reflete uma tendência em que o patrimônio histórico não oficial, especialmente o produzido por artistas locais, sofre abandono. Como consequência, símbolos relevantes perdem espaço no imaginário coletivo — não por falta de valor, mas por falta de interesse das instituições responsáveis.
Perguntas frequentes
Sim, com ações de preservação, sinalização e valorização cultural imediatas.
Porque não fazem parte de projetos oficiais, e por isso não recebem atenção do poder público.
Muda a relação com o território, fortalece a identidade local e pressiona por políticas de memória mais justas.









