A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu nesta terça-feira (2) dois homens por comercializar anabolizantes e medicamentos controlados ilegalmente em Rosário Oeste. A operação, liderada pela Delegacia da cidade, resultou na apreensão de grande quantidade de substâncias proibidas, incluindo remédios para emagrecimento e hormônios anabolizantes.
Os policiais agiram com base em uma denúncia anônima. O delegado Mauro Cristiano Perassoli Filho comandou as investigações, reuniu provas e solicitou mandados de busca e apreensão. O Poder Judiciário autorizou as ações, que ocorreram nas residências dos alvos.
Durante o cumprimento dos mandados, a equipe encontrou medicamentos proscritos e anabolizantes de origem duvidosa. A polícia prendeu em flagrante um enfermeiro de 36 anos e um empresário de 30 anos, dono de uma loja de suplementos.
Delegado alerta para riscos do consumo
O delegado Mauro Perassoli classificou o comércio ilegal como um risco direto à saúde pública.
“Produtos clandestinos podem causar danos graves e ainda alimentar outras práticas criminosas. Trabalhamos diariamente para identificar e responsabilizar os envolvidos, mas a conscientização da sociedade também é fundamental”, afirmou.
A venda e o consumo desses produtos ocorrem, em muitos casos, sem qualquer orientação médica. Substâncias como emagrecedores, termogênicos e anabolizantes circulam livremente em grupos de redes sociais e academias, muitas vezes com promessas milagrosas.
Leis proíbem esse tipo de comércio
A legislação brasileira proíbe expressamente a venda de anabolizantes e medicamentos de uso controlado sem prescrição. A Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) e a Lei nº 9.965/1999 preveem penas de até 15 anos de prisão para quem infringe essas normas.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta sobre os perigos de consumir medicamentos sem registro e sem prescrição. O uso irregular pode causar efeitos colaterais severos, como danos ao fígado, problemas cardíacos, infertilidade, distúrbios hormonais e até óbito.
Perguntas frequentes
Você pode sofrer efeitos colaterais graves como infertilidade, problemas cardíacos e danos no fígado.
Sim. A venda sem autorização pode levar a até 15 anos de prisão.
Nas casas de um enfermeiro e de um empresário, ambos presos em Rosário Oeste.




