Esquema bilionário foi desarticulado pela polícia.
Prisões em massa atingiram líderes e políticos.
Bens milionários foram bloqueados e apreendidos.
A Polícia Civil do Paraná realizou uma megaoperação e desarticulou um grupo suspeito de movimentar mais de R$ 2 bilhões com jogos de azar em todo o país. A ação aconteceu entre terça-feira (7/4) e quarta-feira (8/4).
PCPR/Divulgação
Os agentes prenderam 55 pessoas, incluindo lideranças da organização e dois vereadores. A investigação apontou que o grupo atuava há mais de dez anos e possuía ramificações em diversos estados.
A operação ocorreu em 27 cidades espalhadas por Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Pará e Goiás.
Estrutura funcionava como empresa
A investigação revelou que o grupo operava com estrutura organizada, semelhante a uma empresa. Funções foram divididas entre núcleos financeiro, tecnológico e operacional.
Uma empresa de tecnologia foi utilizada para desenvolver plataformas online voltadas à exploração de jogos ilegais. A atuação digital ampliou o alcance do esquema.
A estrutura permitiu a expansão das atividades em vários estados.
Movimentação bilionária e lavagem de dinheiro
Mais de 520 mil operações financeiras foram analisadas ao longo da investigação. O volume movimentado ultrapassou R$ 2 bilhões.
Para ocultar os valores, o grupo utilizou contas de “laranjas” e fintechs. O método dificultou o rastreamento do dinheiro pelas autoridades.
A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 1,5 bilhão em contas ligadas aos investigados.
Bens apreendidos e sites derrubados
Os agentes apreenderam mais de 130 veículos e mais de 100 imóveis durante a operação. Cabeças de gado avaliadas em milhões também foram sequestradas.
A polícia derrubou 21 sites de apostas ilegais usados pelo grupo. A ação atingiu diretamente a estrutura digital da organização.
Segundo a investigação, milhares de pontos de exploração foram mantidos, incluindo cerca de 15 mil ligados ao jogo do bicho.
Perguntas e respostas:
São atividades de apostas não autorizadas por lei, como jogo do bicho e plataformas clandestinas.
Criminosos usam contas de terceiros e empresas para esconder a origem dos valores.
Eles ficam à disposição da Justiça e podem ser confiscados após decisão final.




