Entregadores de aplicativos de entrega paralisaram suas atividades em Cuiabá nesta segunda-feira (31), aderindo a uma greve nacional que mobiliza trabalhadores de 59 cidades brasileiras. Com mochilas nas costas, dezenas de profissionais se reuniram em frente à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), protestando contra o que classificam como “exploração” promovida por empresas como iFood e Uber Flash. A manifestação segue até esta terça-feira (1º), com o objetivo de pressionar as plataformas digitais a reconhecerem e valorizarem quem move a economia urbana todos os dias.
Categoria pressiona por reajuste e condições mínimas
Os entregadores, organizados pela Aliança Nacional dos Entregadores por Aplicativos (Anea), reivindicam reajuste nas tarifas pagas por corrida, compensação pelos gastos com combustível e manutenção, além de proteção contra acidentes e banimentos injustificados.
“Rodamos a cidade inteira, enfrentamos sol, chuva e trânsito. Pagamos tudo do nosso bolso, inclusive os riscos. E ainda nos punem sem ouvir nosso lado”, afirma João Marcos, entregador atuante em Cuiabá há três anos. A fala dele ecoa o sentimento de milhares que hoje interrompem suas corridas para cobrar dignidade.
Pressão por mudança se intensifica
A greve de 2025 marca a terceira paralisação nacional da categoria — as anteriores ocorreram em 2020, durante o auge da pandemia. A Anea afirma que o movimento representa uma resposta direta ao silêncio das plataformas diante de demandas urgentes. E, se não houver diálogo, novas paralisações vão acontecer nos próximos meses.
Em Cuiabá, o movimento ganhou força nas redes sociais e nas ruas. Vídeos compartilhados por entregadores mostram a união da categoria em pontos estratégicos da cidade.
Perguntas frequentes
Eles exigem melhores tarifas, ajuda com combustível, proteção contra acidentes e fim de bloqueios injustos.
Sim. Entregadores paralisaram os serviços na capital e a adesão é significativa em pontos como a UFMT.
A Anea (Aliança Nacional dos Entregadores por Aplicativos) lidera o movimento em nível nacional.
