Os pedidos por delivery costumam chegar com entregadores em motocicletas ou em bicicletas. Mas, em Palmas, capital do Tocantins, um jovem de 19 anos fez entregas de um jeito inusitado: montado em um burro.
Identificado apenas como João Pedro, o entregador precisou achar uma alternativa para continuar trabalhando após ter a moto apreendida em uma blitz. As imagens circulam nas redes sociais. O animal, chamado de Pagode, foi emprestado por um amigo para o entregador continuar trabalhando.
Em uma das entregas, João Pedro brinca: “[A] gasolina agora é offline”.
O jovem revelou que apenas fez entregas ao lado de Pagode por dois dias. Isso porque, após a história viralizar na internet, ele recebeu diversas críticas.
A moto apreendida, que pertencia a João Pedro, estava em “situação de sucata”, um veículo que “não podia estar em circulação”, de acordo com o próprio entregador.
A história evidenciou os desafios de quem depende de meios alternativos para garantir o sustento após enfrentar contratempos como a apreensão de veículos.
O caso gerou um misto de reações nas redes sociais. Enquanto alguns internautas manifestaram apoio e simpatia pela criatividade e resiliência de João Pedro, outros expressaram preocupações com a segurança e bem-estar do animal, assim como as condições de trabalho dos entregadores. A piada sobre a “gasolina agora é offline” ressaltou, de forma humorística, as adversidades enfrentadas e a improvisação necessária em tempos de crise.
Apesar das críticas, a história de João Pedro e Pagode também despertou um sentimento de comunidade e solidariedade. Muitas pessoas se ofereceram para ajudar, seja com doações, ofertas para consertar a moto ou até mesmo fornecendo um novo veículo para que o jovem pudesse continuar seu trabalho de entrega sem contratempos.
Além disso, a situação jogou luz sobre a necessidade de políticas públicas mais eficazes para apoiar trabalhadores autônomos e a importância de buscar soluções sustentáveis e humanitárias para problemas urbanos cotidianos. A história de João Pedro serve como um lembrete das realidades enfrentadas por muitos e da capacidade humana de adaptar-se e superar adversidades.
Via Metrópoles







