O empresário citado na Operação Agro-Fantasma, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso nesta quarta-feira (4), divulgou um vídeo nas redes sociais para apresentar sua versão sobre o caso. Nas gravações, ele nega envolvimento em fraudes na compra de grãos e afirma que se tornou vítima de irregularidades cometidas por um antigo parceiro comercial.
No vídeo, o empresário afirma que sua empresa tentou resolver pendências comerciais por meio de acordos, mas, segundo ele, o outro empresário envolvido teria emitido notas fiscais fraudulentas em nome de sua empresa, além de realizar cobranças com juros considerados abusivos e valores que ele classifica como inventados.
Durante o depoimento, ele também exibe uma gravação de ligação telefônica que teria ocorrido durante as tentativas de negociação. Segundo o empresário, na conversa o parceiro comercial teria feito ameaças graves contra sua família, incluindo uma ameaça direcionada à sua filha, de apenas quatro anos.
Mesmo diante das ameaças, ele afirma que tentou retomar contato para resolver a situação comercial. Segundo o relato apresentado no vídeo, as intimidações continuaram mesmo após novas tentativas de diálogo.
Polícia Civil deflagra operação contra suspeita de fraude no agronegócio
A Polícia Civil de Mato Grosso iniciou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Agro-Fantasma com o objetivo de cumprir ordens judiciais contra uma empresa agropecuária investigada por fraudes estruturadas na compra de grãos na região oeste do estado.
Durante a operação, os investigadores apreenderam US$ 6.300, cerca de R$ 33.052,32, além de uma aeronave avaliada em mais de R$ 5,8 milhões.
A Justiça também autorizou cinco mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias e da indisponibilidade de bens móveis e imóveis ligados aos investigados.
As ordens judiciais partiram do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cáceres, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil de Comodoro.
Investigação aponta esquema que teria causado prejuízo milionário
De acordo com a Polícia Civil, o grupo investigado utilizava uma estratégia para conquistar a confiança de produtores rurais. A empresa se apresentava como um negócio sólido no mercado agrícola e propunha parcerias comerciais.
Segundo os investigadores, os responsáveis convenciam produtores a permitir o uso do nome de suas propriedades. Assim, realizavam compras de grãos a prazo, com a promessa de que a empresa assumiria os pagamentos posteriormente.
Após adquirir os grãos, o grupo revendia os produtos à vista para indústrias do setor, o que garantia liquidez imediata às operações.
Nos primeiros meses, os investigados teriam honrado os pagamentos, consolidando credibilidade no mercado. Porém, conforme a apuração policial, os pagamentos deixaram de ocorrer posteriormente, o que gerou prejuízos expressivos para produtores rurais.
Uma das vítimas relatou à polícia que, após permitir o uso do nome de sua propriedade nas negociações, acumulou inadimplência superior a R$ 58 milhões.
Perguntas frequentes
A Polícia Civil investiga um suposto esquema de fraudes na compra de grãos que teria causado prejuízos milionários a produtores rurais.
Ele afirma que não cometeu fraude e diz que outro empresário teria emitido notas fiscais falsas e feito cobranças abusivas.
Segundo o empresário que se pronunciou, ele recebeu ameaças graves contra sua família durante uma ligação apresentada no vídeo.



