Unimed Cuiabá realiza campanha Maio Cinza para prevenir cânceres provocados pelo uso do cigarro

A Unimed Cuiabá intensificou as ações do Maio Cinza para conscientizar a população sobre os riscos do tabagismo, principal causa evitável de câncer no mundo. Por meio do Programa Inspirar, desenvolvido pelo Viver Bem — Núcleo de Medicina Preventiva, a cooperativa oferece acompanhamento multidisciplinar para fumantes que desejam abandonar o vício e melhorar a qualidade de vida.

A campanha ganhou ainda mais força com o relato da empresária Adriana Zancheta Giglio, de 55 anos, que enfrenta um câncer na orofaringe após fumar durante 40 anos. Integrante da turma 44 do Programa Inspirar, ela transformou a própria experiência em alerta para jovens e adultos.

“Parem de fumar para que não tenham câncer e não sofram como eu”, declarou Adriana. Ela começou a fumar aos 15 anos e hoje convive com as consequências provocadas pela dependência da nicotina.

Programa Inspirar alcança índice superior a 70% de sucesso

A Unimed Cuiabá criou o Programa Inspirar em 2017 para auxiliar fumantes no abandono do tabagismo. O projeto reúne profissionais das áreas de Medicina, Psicologia, Enfermagem, Nutrição e Fisioterapia.

A pneumologista Dra. Keyla Maia, coordenadora do programa, explicou que o tabagismo caracteriza uma dependência clínica. “Parar de fumar exige disciplina, mas sempre gera benefícios para a saúde, mesmo após muitos anos de vício”, afirmou.

Segundo a médica, mais de 70% dos participantes que concluem o tratamento abandonam o cigarro. O diretor-presidente da Unimed Cuiabá, Carlos Bouret, afirmou que o programa já se consolidou como ferramenta importante de saúde preventiva em Mato Grosso.

Cigarro provoca pelo menos 15 tipos de câncer

O cigarro libera substâncias cancerígenas que aumentam o estresse oxidativo e alteram o DNA das células. O tabagismo provoca tumores no pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, bexiga, ureter e pelve renal.

Adriana revelou que iniciou o hábito por influência social durante a adolescência. “Os jovens não precisam fumar para serem aceitos. Vale mais enfrentar pressão dos amigos do que conviver com o câncer”, declarou.

Os médicos identificaram a doença após a retirada de um caroço no pescoço. Desde então, Adriana mantém tratamento contínuo e decidiu incentivar outras pessoas a abandonarem o cigarro.

“Eu consegui parar por causa do Programa Inspirar. O cigarro só traz sofrimento e doença”, destacou.

Família inteira decidiu abandonar o cigarro

O sobrinho de Adriana, Gabriel Zancheta, de 32 anos, também ingressou no Programa Inspirar. Ele fumou desde os 14 anos e buscou ajuda para interromper o vício.

“Minha família inteira fumava. Pai, avós, irmãos e tios. Sozinho eu não conseguiria parar”, relatou.

Gabriel completou mais de 30 dias sem fumar e afirmou que o nascimento do filho de seis anos motivou a mudança de vida. Ele também chamou atenção para os danos provocados pelo fumo passivo.

“O cigarro prejudica quem fuma e também quem convive perto do fumante”, declarou.

Mhylenna

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